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quinta-feira, 3 de março de 2011

Facebook lança novo sistema de comentários



O Facebook anunciou o lançamento de uma atualização do seu sistema de comentários. Os objetivos são desincentivar comentários anónimos ou abusivos e permitir mais ligações entre o Facebook e sites noticiosos.

domingo, 9 de maio de 2010

Chávez compreendeu o Twitter

Hugo Chávez, depois de surpreender o mundo (e assustar meio outro) com a abertura de uma conta no Twitter, é hoje notícia por ter recrutado 200 pessoas para gerir essa conta. As reacções, em geral, são de espanto e gargalhada geral.

Questões políticas à parte (diz que abraçou o Twitter como mais "uma arma da revolução"), Chávez entendeu muito bem o segredo das redes sociais: o engagement e o diálogo.

Contrariamente a várias celebridades que se limitam a acumular milhares ou milhões de seguidores e debitar de vez em quando umas frases, sem qualquer ou muito pouca interacção com o público, Chavez decidiu responder a todos os que se lhe dirigem. As mensagens são diversas, mas a maioria parecem ser apelos para casos pessoais, como este ou mensagens de apoio (também de críticas, naturalmente).

Com cerca de 243 mil seguidores nesta data e 50 mil mensagens recebidas nas duas primeiras semanas, o "“Presidente de la República Bolivariana de Venezuela. Soldado Bolivariano, Socialista y Antiimperialista” (é esta a sua biografia no Twitter) prometeu não deixar nenhum seguidor sem resposta.

Chávez percebeu que o Twitter é uma plataforma única de comunicação, de persuasão, de gestão da reputação. Tal como os políticos e as organizações o perceberam. Mas, para ser eficaz e mobilizador, exige respostas rápidas, capacidade de diálogo e de envolvimento. A entrada nas redes sociais é, de facto, um investimento exigente e caro, que exige ser bem pensado antes de ser eleito como uma "ferramenta de marketing e comunicação".

Não sei se 200 pessoas serão um exagero, talvez não seja. O que é certo é que, tal como Chávez e as grandes organizações já perceberam, sem os recursos necessários (isto é, uma equipa dedicada e dimensionada) a presença nas redes sociais é mero folclore e sem qualquer retorno.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pescar e não ter peixe. Afinal o que é isto da rede?

Vamos pensar de forma lógica: a palavra rede remete-nos logo para peixe; peixe lembra-nos o histórico e literário sermão de Santo António aos peixes que, por sua vez, faz concluir que no fundo de tudo, muitas vezes nada mais fazemos na rede que pregar a um cardume desconhecido de seguidores.

A palavra rede é de personalidade dupla, um pouco como muitos dos utilizadores da internet. A rede de pesca nada tem a ver com a rede da wave partilhada pelos milhares de pessoas que usufruem da web 2.0, a internet caracterizada por ser mais dinâmica e social. Estar na dita rede pode parecer fácil: basta aceder à internet, criar uma conta no aplicativo que permita interagir com outros cibernautas, publicar textos e fotos e ver outros conteúdos. E, depois de dois parágrafos metafóricos vou começar por explicar porque me meti pela alegoria crítica dos vícios humanos e redes de peixe, se no fundo quero é falar de redes sociais.

Pois então, redes sociais lembram-nos fios emaranhados, ligações entrelaçadas entre utilizadores de plataformas online e, sem querermos mesmo, volta à lembrança a rede de pesca. Ora bolas, e os peixes? Onde afinal encaixo os peixes neste discurso todo? Que tal encaixá-los nos cerca de 1700 seguidores que tenho actualmente no twitter? E nos 14.830 tweets enviados e trocadores entre mim e a minha comunidade do pássaro azul? Todos estes números fazem parte da minha vida desde há um ano e meio atrás, altura em que passei a ser mais conhecida por @vanessaquiterio do que pelo nome que consta no BI, igual ao nick mas sem a inevitável “arroba”.

Alimentar uma rede tem muito que se lhe diga. É quase como dar de comer a um recém-nascido, que necessita de acompanhamento diário, dedicação e algum carinho. O dar tempo para a criação de relações, tanto profissionais como de simples “fazer amigos” é tarefa árdua, bem como dar conta à irremediável estratégia que se tem de ter para estar e saber estar online.

O actual problema das redes sociais e do que delas advém é mesmo a eterna questão da finalidade. Para além de sermos bombardeados constantemente com as inúmeras “britney sucks” (imagens desfocadas de ‘bots’ que pretendem ser nossos seguidores na plataforma dos 140 caracteres), chegam-nos diariamente os pedidos de amizade de personagens que deixam de dar “notícias” de um momento para o outro ou que não passam do “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” rotineiro. Afinal, tenho uma rede de contactos para criar informação, trocar ideias e partilhar links ou para coscuvilhar à janela, neste caso, de um ecrã de computador? Muitos de nós – utilizadores inevitáveis destas plataformas e da web dinâmica e social – nem nos apercebemos do quão pouco espertos somos ao não aproveitamos o “admirável mundo novo” das redes sociais.

Se deixarmos de lados as “britney sucks” e os “bons dias”, e apostarmos na construção de uma marca nossa, como a venda daquilo que somos ou gostamos, decerto que o tempo que perdemos online pouco ou nada se reflectirá no tempo que estamos offline.

Agora até podia dissertar sobre a imagem do Padre António Vieira e abordar a parte dos vícios humanos, que nos levava à questão dos “amigos” e “desamiganços” (termo traduzido do vocábulo britânico ‘unfriend’ e introduzido, em Novembro deste ano, no New Oxford American Dictionary) tão propícios do poder de um simples click. Mas nem vou entrar por ai. Concluo-o que muito mais que falar de redes e de cardumes racionais e interactivos, as redes sociais são plataformas dinamizadoras de maior conhecimento e bons instrumentos para vendermos, agora sim, o “nosso peixe”.

Vejam bem, se não fosse o pássaro azul e os meus tweets frenéticos sobre jornalismo, jazz e afins, neste momento não seria a Vanessa Quitério que sou hoje (apesar de ser mais a @vanessaquiterio), com trabalho feito e demonstrado através de blogues e plataformas colaborativas, que escreve artigos de opinião para trabalhos académicos de colegas. Pensem nisso, não na questão de mediatismo, mas de serem diferença no meio de tanta igualdade. A rede dá-nos esta oportunidade, pesquem-na!

*Adenda:
Este texto foi inicialmente cedido para um trabalho no âmbito da disciplina de Laboratório de Imprensa I, a uma aluna do 3º ano da Licenciatura em Comunicação Social do Instituto Superior Miguel Torga em Coimbra. Encontra-se neste momento também publicado na plataforma do Comunicamos.org, da UTAD, com a qual colaboro.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Uma grande marca a apostar nas redes sociais

A Renault Portugal entrou há poucas semanas nas redes sociais, criando uma página de Facebook que angariou já mais de três mil fãs. A marca francesa é agora uma das que mais fãs têm em Portugal no sector automóvel representado na web. Também o Twitter passou a ser um instrumento de divulgação da marcar em Portugal. A actividade dos fãs na página do Facebook da Renault Portugal tem sido enorme e até surpreendente, com muitos comentários, fotos e mensagens o que vem demonstrar não apenas o interesse desta forma de comunicação como também a enorme popularidade da Renault. Esta experiência vem reforçar a ideia de que é hoje impossível ignorar o papel que as redes sociais desempenham no reforço da imagem de marca dos grandes construtores mundiais.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Adiciona-me"

"Adiciona-me" é uma reportagem de Rita Colaço, sobre as redes sociais que tenta responder à pergunta: Mais informação e mais comunicação é sinónimo de melhor comunicação?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A maioria dos bloggers já se consideram jornalistas


Nos Estados Unidos, a maioria dos bloggers já se consideram jornalistas. O inquérito "2010 PRWeek/PR Newswire Media Survey," , que abrangeu 1568 profissionais dos media tradicionais e “não tradicionais” e 1670 profissionais de Relações Públicas nos Estados Unidos, revelou que 52% dos bloggers se equiparam a profissionais de comunicação social. Segundo o estudo, um importante crescimento desde o ano passado, em que apenas um em cada três partilhavam esta opinião.

Se bem que, na realidade, ainda só 20 por cento dos bloggers reconheçam que a maior parte do seu rendimento deriva da sua actividade na blogoesfera. Apenas um crescimento de 4% em relação a 2009.

Do total dos inquiridos, o uso de blogs e redes sociais para pesquisa tem aumentado; mas há uma grande diferença nessa utilização entre bloggers e jornalistas dos media tradicionais. Enquanto 91% dos bloggers e 68% dos jornalistas online usam blogs "sempre" ou "às vezes" para pesquisa, apenas 35 por cento dos repórteres de jornais e 38% dos jornalistas de revistas off-line admitem recorrer às novas plataformas.

A mesma discrepância verifica-se no que toca ao uso de redes sociais para investigação. No geral, 33 por cento dos inquiridos dizem usá-las, enquanto os bloggers revelam um uso superior (48%) aos jornais e (31%) e revistas impressas (27%).

Se considerarmos o Twitter, o contraste ainda é maior: 64% dos bloggers e 36% dos jornalistas online usam o Twitter como ferramenta de trabalho. Esta percentagem baixa para 19% dos profissionais de jornais e 17% das revistas.
No que respeita ao uso de "tuites" (posts do Twitter) nos artigos, apenas 19 a 20% dos jornalistas dos media tradicionais o fazem.
Nos Estados Unidos, já 55% dos bloggers e 42% dos jornalistas de meios online usam posts do Twitter. E, surpreendentemente, 48% das notícias de televisão!

Creio que um estudo semelhante ainda não tenha sido feito em Portugal. Embora as percentagens devam certamente variar (a indústria dos blogs e o jornalismo online estará num estádio ainda relativamente emergente em Portugal), estou em crer que as tendências registadas no estudo da PR Week não estarão longe de uma realidade próxima em Portugal e nos mercados europeus em geral.