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terça-feira, 12 de julho de 2011

Mulher protesta há 188 dias em cima de uma grua


Mulher protesta há 188 dias em cima de uma grua


Uma sul-coreana passou hoje o 188.º dia consecutivo numa grua para protestar contra a supressão maciça de postos de trabalho num estaleiro naval da Coreia do Sul, disseram funcionários.
Kim Jin-suk, de 52 anos, antiga funcionária do estaleiro naval Hanjin Heavy Industries and Construction, não sai de uma grua gigante com 35 metros de altura desde Janeiro, na cidade de Busan (sul), de acordo com a agência noticiosa francesa AFP.
A electricidade que alimenta a grua foi cortada mas Kim continua a enviar mensagens para a rede social Twitter através de um telemóvel alimentado por energia solar.
O conflito começou em Dezembro quando 900 trabalhadores sindicalizados entraram em greve para protestar contra um plano de supressão de 400 postos de trabalho. A empresa respondeu com o encerramento do estaleiro.
Direcção e trabalhadores assinaram depois um acordo que previa a saída de 310 funcionários com o pagamento de compensações, mas 90 rejeitaram a proposta, indicou Ryu Jang-hyun, responsável sindical.
No sábado, milhares de manifestantes desfilaram em Busan para demonstrar o apoio aos trabalhadores despedidos. A polícia usou canhões de água para dispersar os manifestantes e deteve 50 pessoas. "Mesmo se as cadeias de televisão e outros 'media' fecham os olhos ao nosso conflito, continuaremos a falar no Twitter e no Facebook", declarou Kim à imprensa.
Hanjin, que foi um dos dez maiores estaleiros do mundo, indicou que a greve custou 16 mil milhões de won (cerca de 11 milhões de euros). A sociedade registou no ano passado prejuízos líquidos de 51,7 mil milhões de won. O estaleiro reduziu as suas capacidade em Busan depois de ter aberto um outro estaleiro no porto de Subic Bay, nas Filipinas.


domingo, 9 de maio de 2010

Chávez compreendeu o Twitter

Hugo Chávez, depois de surpreender o mundo (e assustar meio outro) com a abertura de uma conta no Twitter, é hoje notícia por ter recrutado 200 pessoas para gerir essa conta. As reacções, em geral, são de espanto e gargalhada geral.

Questões políticas à parte (diz que abraçou o Twitter como mais "uma arma da revolução"), Chávez entendeu muito bem o segredo das redes sociais: o engagement e o diálogo.

Contrariamente a várias celebridades que se limitam a acumular milhares ou milhões de seguidores e debitar de vez em quando umas frases, sem qualquer ou muito pouca interacção com o público, Chavez decidiu responder a todos os que se lhe dirigem. As mensagens são diversas, mas a maioria parecem ser apelos para casos pessoais, como este ou mensagens de apoio (também de críticas, naturalmente).

Com cerca de 243 mil seguidores nesta data e 50 mil mensagens recebidas nas duas primeiras semanas, o "“Presidente de la República Bolivariana de Venezuela. Soldado Bolivariano, Socialista y Antiimperialista” (é esta a sua biografia no Twitter) prometeu não deixar nenhum seguidor sem resposta.

Chávez percebeu que o Twitter é uma plataforma única de comunicação, de persuasão, de gestão da reputação. Tal como os políticos e as organizações o perceberam. Mas, para ser eficaz e mobilizador, exige respostas rápidas, capacidade de diálogo e de envolvimento. A entrada nas redes sociais é, de facto, um investimento exigente e caro, que exige ser bem pensado antes de ser eleito como uma "ferramenta de marketing e comunicação".

Não sei se 200 pessoas serão um exagero, talvez não seja. O que é certo é que, tal como Chávez e as grandes organizações já perceberam, sem os recursos necessários (isto é, uma equipa dedicada e dimensionada) a presença nas redes sociais é mero folclore e sem qualquer retorno.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Adiciona-me"

"Adiciona-me" é uma reportagem de Rita Colaço, sobre as redes sociais que tenta responder à pergunta: Mais informação e mais comunicação é sinónimo de melhor comunicação?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A maioria dos bloggers já se consideram jornalistas


Nos Estados Unidos, a maioria dos bloggers já se consideram jornalistas. O inquérito "2010 PRWeek/PR Newswire Media Survey," , que abrangeu 1568 profissionais dos media tradicionais e “não tradicionais” e 1670 profissionais de Relações Públicas nos Estados Unidos, revelou que 52% dos bloggers se equiparam a profissionais de comunicação social. Segundo o estudo, um importante crescimento desde o ano passado, em que apenas um em cada três partilhavam esta opinião.

Se bem que, na realidade, ainda só 20 por cento dos bloggers reconheçam que a maior parte do seu rendimento deriva da sua actividade na blogoesfera. Apenas um crescimento de 4% em relação a 2009.

Do total dos inquiridos, o uso de blogs e redes sociais para pesquisa tem aumentado; mas há uma grande diferença nessa utilização entre bloggers e jornalistas dos media tradicionais. Enquanto 91% dos bloggers e 68% dos jornalistas online usam blogs "sempre" ou "às vezes" para pesquisa, apenas 35 por cento dos repórteres de jornais e 38% dos jornalistas de revistas off-line admitem recorrer às novas plataformas.

A mesma discrepância verifica-se no que toca ao uso de redes sociais para investigação. No geral, 33 por cento dos inquiridos dizem usá-las, enquanto os bloggers revelam um uso superior (48%) aos jornais e (31%) e revistas impressas (27%).

Se considerarmos o Twitter, o contraste ainda é maior: 64% dos bloggers e 36% dos jornalistas online usam o Twitter como ferramenta de trabalho. Esta percentagem baixa para 19% dos profissionais de jornais e 17% das revistas.
No que respeita ao uso de "tuites" (posts do Twitter) nos artigos, apenas 19 a 20% dos jornalistas dos media tradicionais o fazem.
Nos Estados Unidos, já 55% dos bloggers e 42% dos jornalistas de meios online usam posts do Twitter. E, surpreendentemente, 48% das notícias de televisão!

Creio que um estudo semelhante ainda não tenha sido feito em Portugal. Embora as percentagens devam certamente variar (a indústria dos blogs e o jornalismo online estará num estádio ainda relativamente emergente em Portugal), estou em crer que as tendências registadas no estudo da PR Week não estarão longe de uma realidade próxima em Portugal e nos mercados europeus em geral.