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Na hora da passagem do testemunho, o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, está a dar sinais de querer facilitar ao máximo o arranque do trabalho do seu sucessor, certamente uma obrigação moral, mas que só lhe fica bem cumprir. A publicação sistematizada do conjunto das medidas acordadas com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, a serem concretizadas até ao fim deste ano, é sinal desse propósito. Inteiramente justificado, não apenas enquanto actuação normal perante a alternância democrática do poder, mas antes, e por maioria de razão, porque Teixeira dos Santos sabe que o próximo ministro das Finanças não dispõe dos tradicionais cem dias de estado de graça para mostrar o que vale.
O governo da chanceler Angela Merkel aprovou esta tarde os termos de um decreto-lei que estabelece as taxas que todos os bancos terão de pagar para financiar um fundo comum que será mobilizado para prevenir o colapso de entidades financeiras "cruciais", evitando que a factura volte a recair na íntegra sobre os contribuintes.