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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
A picada de Vespa!
A pedrada que hoje atingiu Mota Soares é directamente proporcional ao efeito de simpatia que gerou o propagandismo da Vespa.
Jornalistas de Sofá
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Equidade
Por ano pago mais por um seguro de saúde que cubra parte das minhas despesas de saúde e as dos meus filhos do que recebo de subsídio de Natal. Os benefícios que tenho são semelhantes aos que os funcionários públicos têm. Quando falam de equidade porque propositadamente alguns se esquecem da ADSE? E porque razão, eu que não tenho ADSE deixo de poder abater no IRS grande parte das despesas de saúde? Equidade é tratar diferentemente o que é diferente.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
ERC dá puxão de orelhas ao JN pelo caso do "Moranguito"
Não vou repetir aqui o título que o JN vê agora criticado pela ERC, na sequência de um acidente que vitimou um artista. Vou apenas transcrever parte da decisão do regulador: "parece inevitável a associação do estado do falecido a um corpo desmembrado, mutilado de partes vitais. A relação,
na mesma frase, de uma peça de vestuário, imagem de marca do artista, com os
órgãos doados reifica o corpo, colocando-o ao nível do objecto". Ainda bem que a ERC é senhora educadora moderada e apenas "instou o JN a cumprir...". Olha se era daquelas professoras de reguada!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Vara e Sócrates falavam por telefone secreto
A quatro dias do início do julgamento do processo Face Oculta, o CM revela a existência de um telefone secreto usado por Vara e Sócrates.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Eles falam, falam mas não os vejo a fazer nada.
Eles falam, falam mas não os vejo a fazer nada. Fico chateado, concerteza que fico chateado!
O líder parlamentar do PS disse hoje que é "lamentável" que tenha sido necessário o Conselho de Estado alertar o Governo para proceder a um diálogo construtivo, adiantando que a mensagem deixada por aquele órgão foi "oportuna e adequada".
Jornalistas de Sofá
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
A Europa poderá viver a sua falência do Lehman Brothers.
A Europa poderá viver a sua falência do Lehman Brothers.
Os pormenores ainda não são conhecidos mas basicamente a ideia é que os bancos europeus passem a reconhecer a dívida dos vários Estados nas suas contas ao valor de mercado. Com a crise, esses títulos de dívida estão altamente desvalorizados. Assim, na prática, os bancos vão sofrer um impacto semelhante ao da falência dos países, quando estes só pagam parte do que devem aos credores. Este é o perigo da medida - pode-se vestir a roupagem que se quiser mas o sinal que se está a enviar para os mercados é que os Estados deixam de ter capacidade para pagar as suas dívidas na totalidade. Quando pensamos que até há poucos meses a dívida soberana era a única 100% segura, percebe-se o potencial devastador desta solução. Os investidores nunca mais vão confiar na dívida pública, o que provocará uma subida dos juros que os Estados vão ter de oferecer. Além do mais, é injusta. Tirando o caso da Grécia, não é sério pensar hoje que este cenário faz sentido para qualquer outro país da zona euro. Mas todos vão sofrer.
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sábado, 22 de outubro de 2011
A meia hora de trabalho no setor privado ou a minha aventura numa caixa do Continente
Cá em casa estou encarregue das compras de supermercado. Deixei há uns tempos de ir ao Jumbo, não apenas pela sensação de que pagava mais pelo mesmo, como o atendimento ao cliente era bem pior. Um dia, cheguei a uma caixa do Jumbo, após longa espera, onde havia um dístico: “para sua comodidade nesta caixa não se faz ensacamento dos artigos”. Aquele “para sua comodidade” soou a insulto à minha capacidade intelectual e nunca mais lá fui.
Já o Continente parecia estar num esforço de qualidade e atendimento, nomeadamente também nas caixas, onde a espera é menor e parece haver uma política de atendimento ao cliente muito mais consistente. Isso corresponde ao que ouvi há uns anos da boca do Eng. Belmiro de Azevedo, que numa conferência do PSD disse, contextualizado, que para se estar numa caixa de supermercado pouco mais era necessário do que ter simpatia e respeito pelo cliente.
Contudo, hoje, quando fui fazer umas compras, mal cheguei à caixa, a menina dirigiu-se-me avisando: “não sei se está informado, mas a partir de agora é o cliente que ensaca as compras”. Não é que o assunto me tire o sono e, de facto, a forma como fui informado, pelo menos, não insultou a minha inteligência, como tinha acontecido no Jumbo. Contudo, aquele aviso, feito por uma funcionária de uma caixa num supermercado quase vazio – a que se seguiu uma sessão de passagem de compras em que, com os sacos abertos, a menina ia colocando as compras forçadamente fora do saco, com medo de ser fulminada por um chefe atrás da atenta câmara de vigilância – levou-me a meditar sobre o seguinte:
Se o Governo acaba de decretar que os funcionários do setor privado passarão a trabalhar mais meia hora por dia e se está mais do que anunciada uma recessão (logo, menos clientes a comprar menos coisas), o que levará um gestor de uma cadeia de supermercados a decretar uma medida destas?
Se Belmiro de Azevedo e “sus muchachos” acham que é prestando menos e pior serviço que vão sobreviver à crise e atenuar a recessão que se instala, eu direi que estão muito enganados.
A crise e a recessão são enormes ameaças, mas são também enormes oportunidades para melhorar desempenho e captar para o nosso negócio aqueles que os mais pequenos e frágeis perderão por KO.
A Sonae – pelo menos por este exemplo – parece não ter ainda percebido isso nem sequer a situação privilegiada em que está, pela capacidade de intervenção e pela liquidez única que o seu negócio gera. E parece querer aportar a meia hora de mais serviço não à produtividade e à mais-valia na sua distribuição, mas ao lucro mais fácil. E assim, em pelo Continente, aprofundei hoje esta minha dúvida metódica sobre se a meia-hora a mais no setor privado servirá para criar mais produtividade ou simplesmente para piorar o problema do desemprego.
Seguro, seguro é que a mentalidade ainda não mudou e que o empresário português, aqui corporizado numa das maiores empresas nacionais, terá que rever a sua forma de estar perante o mercado ou, então, ficará sujeito às arbitrariedades governativas e a uma enorme carga fiscal para toda a vida, porque Portugal nunca deixará de ser pobre e definhante.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Belo exemplo de austeridade, sim senhor...
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, recebe todos os meses cerca de 1400 euros por subsídio de alojamento apesar de ter um apartamento seu na área de Lisboa onde reside durante toda a semana. A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que o subsídio é legal, uma vez que o governante tem a sua residência permanente em Braga.
A prática é legal, apesar de ser polémica e já ter sido suscitado dúvidas ao longo dos tempos, havendo um parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República de 1990 que se debruça sobre o que significa, afinal, ter “residência permanente”. O parecer conclui que Lisboa é, no caso dos titulares de cargos de Governo que não viviam na capital, “uma residência ocasional”, sendo a residência permanente “o local da residência habitual, estável e duradoura de qualquer pessoa, ou seja a casa em que a mesma vive com estabilidade e em que tem instalada e organizada a sua economia doméstica, envolvendo, assim, necessariamente, fixidez e continuidade”. A capital é, segundo o parecer, “apenas onde exercem funções governativas, que por natureza são temporárias em sociedades democráticas”. O parecer conclui ainda que ter casa própria na capital não é impedimento para recepção deste subsídio.
O diploma que fixa o subsídio é já de 1980 e justifica a concessão “com os encargos que resultam para os interessados, agravados pela rarefação de habitações passíveis de arrendamento na cidade”. O despacho de Setembro fixa o valor atribuído no “montante de 75% do valor das ajudas de custo estabelecidas para as remunerações base superiores ao nível remuneratório 18”, que estão definidas em 62,75 euros diários. Feitas as contas, este valor cifra-se em cerca de 1400 euros mensais.
O subsídio de alojamento foi também atribuído ao ministro da Defesa, Aguiar-Branco, a Juvenal Peneda (adjunto do ministro da Administração Interna), aos secretários de Estado Paulo Júlio, Cecília Meireles, Daniel Campelo e Marco António Costa e à subsecretária de Estado adjunta Vânia Barros, que dão moradas na região Norte e Centro. Segundo o jornalSol, no anterior Executivo o apoio era dado a 13 governantes e entre estes também havia três secretários de Estado com casa própria em Lisboa.
Lusa
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A incompetência técnica de Cavaco
Para não falar da total falta de senso do Presidente da República nas afirmações que fez e na forma e local em que o fez, falemos do aspeto técnico. Se, como sugere o economista Cavaco, fossem cortados os subsídios de férias e natal também aos privados, o resultados em matéria de receita fiscal seria desastroso. Se na função pública esse corte representa uma enorme poupança, no privado resultaria apenas numa enorme perda fiscal em sede de IRS e Segurança Social. Não apenas não haveria receita de dois dos vencimentos anuais, como esse facto faria baixar em muitos casos o escalão de IRS e uma devolução bem superior. Aquilo que seria aparentemente "um sacrifício distribuído por todos", tornar-se-ía numa catástrofe fiscal e numa contração ainda maior da economia. A consequência seria, certamente, o despedimento de milhares de pessoas da função pública, já. Além da forma irresponsável como o fez, a intevenção de Cavaco é tão mais estranha quanto este deveria saber, como economista, que o caminho que propõe implicitamente é impossível e irresponsável.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Saiba quanto é que a RTP paga aos comentadores políticos
A RTP paga a 49 figuras públicas para comentarem nos canais do Estado. Os protagonistas são alguns dos mais conhecidos políticos da praça portuguesa. Em muitos casos, os políticos chegam a receber 600 euros por semana.
Como refere o Correio da Manhã, Rui Rangel, Moita Flores, Joana Amaral Dias e Carvalho são alguns desses exemplos.
Ao que refere o jornal citando o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, “o governo deu indicações concretas ao Conselho de Administração da RTP e da RDP para eliminar de imediato as avenças aos titulares de cargos públicos, sejam deputados, juízes, parceiros sociais ou gestores de empresas públicas”.
Relvas acrescenta que: “A RTP e a RDP não podem ficar à margem do esforço financeiro que está a ser exigido a todos os portugueses neste momento de mergência nacional”, pelo que reconhece que “terá de haver uma profunda alteração”.
Miguel Relvas já terá informado o presidente da RTP, Guilherme Costa, da intenção do governo de acabar com as avenças.
A emissão segue dentro de momentos...
Jornalistas de Sofá
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Se Portugal chegar a ser a Grécia, Cavaco Silva terá sido o mais culpado de todos os portugueses
Confesso que foi envergonhadamente que não votei nas duas últimas eleições presidenciais. Hoje, Cavaco Silva deu razão ao meu abstencionismo. Cavaco Silva ligou o rastilho do endividamento quando era Primeiro-Ministro (bem sei que os tempos eram outros); perdeu o controlo à máquina que criou no segundo mandato; não se candidatou ao terceiro, deixando o país entregue à irresponsabilidade socialista de Guterres de quem disse muito mal; regressou como Presidente da República para ser o grande cúmplice de Sócrates, a quem, em nome de uma convivência estratégica, patrocinou a atrocidade do défice e da dívida pública e, agora, quando o país tenta escapar ao colapso, aparece como “cangalheiro” da solução que o país, apesar de tudo, parece aceitar razoavelmente. Agora sou eu que digo: Portugal não é a Grécia, mas se um dia for a Grécia, Cavaco será o mais culpado de todos nós. Afinal, nas três últimas décadas, Cavaco Silva é de longe o cidadão que mais tempo ocupou os dois cargos mais influentes do Estado, foi o que teve mais poder e, no caso concreto da dívida externa, ele acendeu o rastilho, ajudou Sócrates a juntar lenha e acaba de deitar a gasolina que nos há-de queimar. E que venha alguém dizer-me se estou errado, a mim que sou social-democrata convicto.
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Quiçá...
A capacidade de fazer merda mantém-se inalterada. Quiçá, mais concentrada.
Jornalistas de Sofá
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Pensões vitalícias de ex-políticos poupadas a cortes
As reformas vitalícias dos ex-políticos não sofrem qualquer redução. Mas porque será que, ao menos agora, não podemos contar com um governo com vergonha na cara?
Os antigos titulares de cargos políticos vão escapar ao esforço adicional de austeridade que será exigido aos funcionários públicos e pensionistas que ganhem mais de mil euros.
Segundo o Orçamento do Estado para 2012, estas pensões serão apenas tributadas em sede de IRS.
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As contas de merceeiro que Sócrates não soube (ou não quis) fazer
Há momentos em que a simplificação é importante. Aliás, dá-me ideia que durante anos andámos a ser governados por tipos que nem contas de merceeiro sabiam fazer.
Vejamos as contas do País agora apresentadas no OE 2012:
O Estado arrecadará 72 Mil Milhões de Euros em impostos (já com a subida do IVA).
Gastará em prestações sociais 35,6 Mil Milhões.
Gastará em vencimentos dos Funcionários Públicos 19 Mil Milhões.
Ou seja, já só nos restam 15 Mil Milhões de Euros.
Desses, 8,8 Mil Milhões serão para pagar juros (apenas juros, atenção)
Sobram, por isso, menos de 7 Mil Milhões de Euros, o que já não chega para pagar despesa corrente do Estado.
Chegámos aqui, sem fazer investimento algum e já não temos dinheiro.
Fazer estas contas e imaginarmos que esse irresponsável chamado Sócrates e o não menos inimputável Teixeira dos Santos (e todos os outros que os deixámos, incluindo eu) ainda queriam continuar na loucura da construção absurda de auto-estradas onde não passam carros, aeroportos onde não aterram aviões e fichas para carros elétricos sendo que estes não existem… é pensarmos que estivemos entregues a verdadeiros assassinos do Estado Social.
A defesa do Estado Social, faliu-o e, neste momento, não interessa sequer pensarmos em cortar em 1/3 daquilo que é a despesa total do Estado enquanto não se mudar o paradigma do Estado Social. Prestações sociais mais salários são dois terços da despesa total. Se não cortarmos aí nos próximos anos de forma substantiva e “ideológica”, mudando alguns paradigmas constitucionais, não nos resta senão sermos um país indigente e definhante.
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