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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O orçamento do tudo ou nada é revelado hoje
Decidido a cumprir a todo o custo as exigências de redução rápida do défice feitas pela troika, Passos Coelho apresenta hoje uma proposta de Orçamento do Estado cuja execução será decisiva.
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Vítor Gaspar
domingo, 16 de outubro de 2011
Ocultação de dívida não foi exclusivo de Jardim
Propositadamente coibi-me de tecer comentários à ocultação de dívida que, ao que parece, a Madeira andou a fazer durante os últimos anos. Não o fiz, porque se o fizesse antes das eleições isso poderia ser lido como um branqueamento de um comportamento que condeno e acho, tal e qual o Ministro das Finanças, inaceitável. Contudo, a diabolização que se fez de Alberto João Jardim, fazendo sentido, carece de um equilíbrio que não houve. Dois pontos: o primeiro é se Alberto João Jardim ocultou sozinho a contração de mais de mil milhões de euros de dívida. Evidentemente, isso não poderá ter acontecido. Com ele, não apenas responsáveis políticos mas também técnicos foram coniventes se não impulsionadores. E também a regulação e os procedimentos orçamentais. Se virmos bem, Tribunal de Contas e o Governo PS foram se não corresponsáveis pelo menos negligentes na forma como acompanharam as contas da Madeira. E o Parlamento foi omisso, ao não legislar de forma competente para que fossem criados mecanismos e obrigações de report que não existiam legalmente.
O outro ponto que me parece importante – talvez mais importante – tem a ver com uma frase de Pedro Passos Coelho na passada sexta-feira no Parlamento. Disse o Primeiro-Ministro sobre a execução orçamental do primeiro semestre qualquer coisa como: “se é condenável aquilo que se passou na Madeira, temos que considerar igualmente grave o que se passou no Continente”. O coro de protestos que vinha da bancada socialista, procurava mostrar as diferenças, por não ter havido formal e tecnicamente, uma ocultação como a da Madeira mas apenas, o que chamam, “um desvio”.
A reflexão que deixo é se isso é importante. Ou seja, não terão andando sucessivos Governos (mas em especial o de Sócrates) em permanente ocultação de dívida? Se não formalmente e tão “técnica” como a da Madeira, a ocultação da dívida e da real situação das contas do País por parte dos Governos de Sócrates foi absolutamente evidente. Algum português tinha a noção de que em seis anos, Portugal estava a passar de um endividamento externo de 80 mil milhões de euros (depois de centenas de anos de contração de dívida) para 170 mil milhões? Houve um único português comum que se tenha apercebido da duplicação da nossa dívida externa e das consequências absolutamente desastrosas que isso iria provocar no nosso nível de vida? Quantos portugueses tinham consciência que os “Magalhães” de Sócrates, as obras nas escolas, as auto-estradas paralelas umas às outras, os estudos para a construção de aeroportos que nunca se farão, as obras que chegaram a ser feitas para TGV’s que não podíamos ter, os programas de “formação profissional” sumptuosos (como os mil milhões de euros que Sócrates num dia deu há indústria automóvel) sem qualquer efeito reprodutivo ou prático, etc, etc, etc… iriam obrigar a que hoje os funcionários públicos tivessem que recuar 30 anos em regalias e rendimento?
Quantos portugueses tiveram consciência que o “investimento público, como motor da economia” que Sócrates anunciava era feito às custas da mais absoluta irresponsabilidade na contração permanente de dívida externa, até ao limite do absurdo, como chegou a ser do próprio fundo da segurança social portuguesa comprar dívida externa portuguesa ou de obrigar os bancos nacionais a ir aos mercados comprar os títulos do tesouro que mais ninguém queria?
A questão da ocultação da dívida tem sido, portanto, comum a todos os Governos, mas em especial ao de Sócrates, uma vez que os anteriores parecem ter sido, apesar de tudo, mais razoáveis nesse recurso do que o do engenheiro. A sua política de curto prazo e de investimento irresponsável, consistia numa analogia a uma economia familiar, em levantar em cash-advance todo o plafond dos cartões de crédito, para pagar obras de arte que colocava nas paredes, dizendo-nos que isso iria fazer com que o rendimento bruto familiar iria ser suficiente para pagar a dívida, abater os cartões e ainda viver melhor do que todos os vizinhos.
E claro que, tal como na Madeira, a culpa não tem apenas um pai. Ao lado da irresponsabilidade de Sócrates teremos que somar a do Tribunal de Contas, a do Banco de Portugal, a dos empresários que ajudaram Sócrates a fazer o cach-advance, a da Assembleia da República que não legislou, a do Presente da República que não foi o garante do regular funcionamento das Instituições e a da cambada de co-autores que estiveram com Sócrates no Governo, em especial, o co-autor Teixeira dos Santos.
Há tantas Leis que têm mudado e tantos direitos adquiridos a morrer todos os dias às mãos de um Governo que parece querer ser verdadeiro, que apenas não entendo como é possível que o único direito adquirido que não pode ser alterado, é o de Sócrates se pirar para Paris e não ser possível sentá-lo no banco dos réus e julga-lo pelo que fez ao País e pela forma como o escondeu dívida até ao limite do impossível.
Se acredito que Passos Coelho vai salvar o país? Duvido que seja possível. Mas sinceramente, gosto de ouvir a verdade, pela primeira vez em mais de 35 anos de democracia.
O outro ponto que me parece importante – talvez mais importante – tem a ver com uma frase de Pedro Passos Coelho na passada sexta-feira no Parlamento. Disse o Primeiro-Ministro sobre a execução orçamental do primeiro semestre qualquer coisa como: “se é condenável aquilo que se passou na Madeira, temos que considerar igualmente grave o que se passou no Continente”. O coro de protestos que vinha da bancada socialista, procurava mostrar as diferenças, por não ter havido formal e tecnicamente, uma ocultação como a da Madeira mas apenas, o que chamam, “um desvio”.
A reflexão que deixo é se isso é importante. Ou seja, não terão andando sucessivos Governos (mas em especial o de Sócrates) em permanente ocultação de dívida? Se não formalmente e tão “técnica” como a da Madeira, a ocultação da dívida e da real situação das contas do País por parte dos Governos de Sócrates foi absolutamente evidente. Algum português tinha a noção de que em seis anos, Portugal estava a passar de um endividamento externo de 80 mil milhões de euros (depois de centenas de anos de contração de dívida) para 170 mil milhões? Houve um único português comum que se tenha apercebido da duplicação da nossa dívida externa e das consequências absolutamente desastrosas que isso iria provocar no nosso nível de vida? Quantos portugueses tinham consciência que os “Magalhães” de Sócrates, as obras nas escolas, as auto-estradas paralelas umas às outras, os estudos para a construção de aeroportos que nunca se farão, as obras que chegaram a ser feitas para TGV’s que não podíamos ter, os programas de “formação profissional” sumptuosos (como os mil milhões de euros que Sócrates num dia deu há indústria automóvel) sem qualquer efeito reprodutivo ou prático, etc, etc, etc… iriam obrigar a que hoje os funcionários públicos tivessem que recuar 30 anos em regalias e rendimento?
Quantos portugueses tiveram consciência que o “investimento público, como motor da economia” que Sócrates anunciava era feito às custas da mais absoluta irresponsabilidade na contração permanente de dívida externa, até ao limite do absurdo, como chegou a ser do próprio fundo da segurança social portuguesa comprar dívida externa portuguesa ou de obrigar os bancos nacionais a ir aos mercados comprar os títulos do tesouro que mais ninguém queria?
A questão da ocultação da dívida tem sido, portanto, comum a todos os Governos, mas em especial ao de Sócrates, uma vez que os anteriores parecem ter sido, apesar de tudo, mais razoáveis nesse recurso do que o do engenheiro. A sua política de curto prazo e de investimento irresponsável, consistia numa analogia a uma economia familiar, em levantar em cash-advance todo o plafond dos cartões de crédito, para pagar obras de arte que colocava nas paredes, dizendo-nos que isso iria fazer com que o rendimento bruto familiar iria ser suficiente para pagar a dívida, abater os cartões e ainda viver melhor do que todos os vizinhos.
E claro que, tal como na Madeira, a culpa não tem apenas um pai. Ao lado da irresponsabilidade de Sócrates teremos que somar a do Tribunal de Contas, a do Banco de Portugal, a dos empresários que ajudaram Sócrates a fazer o cach-advance, a da Assembleia da República que não legislou, a do Presente da República que não foi o garante do regular funcionamento das Instituições e a da cambada de co-autores que estiveram com Sócrates no Governo, em especial, o co-autor Teixeira dos Santos.
Há tantas Leis que têm mudado e tantos direitos adquiridos a morrer todos os dias às mãos de um Governo que parece querer ser verdadeiro, que apenas não entendo como é possível que o único direito adquirido que não pode ser alterado, é o de Sócrates se pirar para Paris e não ser possível sentá-lo no banco dos réus e julga-lo pelo que fez ao País e pela forma como o escondeu dívida até ao limite do impossível.
Se acredito que Passos Coelho vai salvar o país? Duvido que seja possível. Mas sinceramente, gosto de ouvir a verdade, pela primeira vez em mais de 35 anos de democracia.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
A classe política matou a política.
A classe política matou a política. E pode bem dar-se o caso, neste contexto, de a crítica à classe política ser aquilo que de mais político se tem feito ouvir na sociedade actual. Na realidade, que gesto pode ser mais político que o de quebrar a divisão da espécie humana entre quem pertence e quem não pertence à classe política?
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sábado, 8 de outubro de 2011
Candidata simula striptease para conquistar eleitorado
Katarzyna Lenart, de 23 anos, candidata às eleições parlamentares deste domingo na Polónia pelo partido SLD (Aliança da Esquerda Democrática), colocou um vídeo no YouTube onde simula um striptease.
Quer mais? Vote SLD.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Steve'sse cura...
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Steve Jobs
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cem dias de Governo e o choque com a realidade
Ao fim de cem dias, o Governo está a dar os primeiros sinais de que o confronto com a realidade que o país enfrenta está a ser ainda mais difícil do que aquilo que se poderia antever no início do mandado. E são três as grandes "novidades" descobertas e já assumidas pelo executivo: os cortes na despesa não são fáceis de realizar e produzem resultados lentos na redução do défice, a economia pode vir a recuar ainda mais do que estava previsto e os mercados podem continuar fechados a Portugal para além de 2013, forçando o país a ter de recorrer a uma nova ajuda dos seus parceiros europeus.
Jornalistas de Sofá /Jornalismo Cidadão
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Dívidas públicas na Madeira
O procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, anunciou hoje que mandou abrir um inquérito-crime para investigar o caso da ocultação de dívidas públicas na Madeira.
Fernando Pinto Monteiro acrescentou que tomou a decisão depois de se ter reunido na terça-feira com o procurador junto do Tribunal de Contas.
O juiz conselheiro disse ainda que o inquérito vai decorrer no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que investiga os casos de maior complexidade.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Panaceia para portistas.
Panaceia para portistas. Em casos muito graves, esmagar e aspirar com uma palhinha directo à narina.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Super-polícia passa para a dependência directa de Passos Coelho
Antero Luís, o chamado super-polícia e formalmente designado secretário-geral de Segurança Interna, vai passar a estar na dependência directa do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
Gabinete junta “super-polícia” e chefe das “secretas”
De acordo com o MAI, esta mudança de tutela é uma “questão estratégica” do Governo e não vai gerar poupança para o Governo, uma vez que o serviço é apenas transferido. O Gabinete Coordenador de Segurança, que é “o órgão especializado de assessoria e consulta para a coordenação técnica e operacional da actividade das forças e dos serviços de segurança”, tem apenas dois dirigentes de primeiro grau, e os seus ordenados ascendem a cerca de 8.500 euros.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Buracos no Jardim
O défice público nacional deste ano vai sofrer um desvio por causa da Madeira, não de 277 milhões de euros como disse a Troika a 12 de Agosto mas sim de 500 milhões, revelou fonte oficial da Comissão Europeia.
Os prejuízos de uma empresa que construía estradas foram parar às contas do Estado. Por causa disso, o défice nacional pode passar a barreira dos 6% em vez de ficar nos 5,9% previstos.
Jornalistas de Sofá
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Não viemos cá para ver o Barça jogar
Vítor Pereira garante que o FC Porto tem argumentos para derrotar "a melhor equipa" que já viu jogar e ganhar o troféu.
O treinador do FC Porto reconhece o valor especial da equipa que amanhã vai defrontar na Supertaça Europeia, no Monaco, mas não entrega o troféu ao Barcelona. "Não tenho qualquer problema em reconhecer que é provavelmente a melhor equipa que vi jogar na minha vida", admitiu Vítor Pereira, realçando no entanto ao longo de toda a conferência de imprensa que os dragões vêm para esta final convencidos que podem ganhar a essa melhor equipa de sempre. "Estamos cá por mérito próprio, em sequência de uma época brilhante. E estamos cá reconhecendo no Barcelona uma grande equipa, um grande clube, um grande treinador. Mas não viemos cá para vê-los jogar, viemos cá para vencer este jogo e preparámo-nos para amanhã sermos capazes de dar uma resposta à altura deste jogo", garantiu, deixando o favoritismo "em aberto" para esta final.
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Como apanhar Kadafi
Sabem qual é a melhor forma de apanhar Muammar Kadhafi ?
Digam que o Benfica está interessado nele, que o Porto vai buscá-lo!
Procuramos gente positiva e feliz
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sábado, 20 de agosto de 2011
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