Estabilidade política com dedicação ao interesse público, trabalho, rigor e competência.
Fazer com que uns - os mais fracos - paguem mais pela crise do que outros (os mais fortes) é o primeiro passo para se alimentar aquilo que os portugueses têm mostrado até agora que não querem: agitação social.
É simplesmente isso que se pede ao novo Governo. Que faça o seu trabalho, que os portugueses fazem, como sempre fizeram, o seu.
A maior agência de notícias do mundo. O seu sofá. Jornalismo participativo. Produzido por cidadãos sem formação jornalística, em colaboração com jornalistas profissionais.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Passagem de testemunho nas Finanças
Na hora da passagem do testemunho, o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, está a dar sinais de querer facilitar ao máximo o arranque do trabalho do seu sucessor, certamente uma obrigação moral, mas que só lhe fica bem cumprir. A publicação sistematizada do conjunto das medidas acordadas com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, a serem concretizadas até ao fim deste ano, é sinal desse propósito. Inteiramente justificado, não apenas enquanto actuação normal perante a alternância democrática do poder, mas antes, e por maioria de razão, porque Teixeira dos Santos sabe que o próximo ministro das Finanças não dispõe dos tradicionais cem dias de estado de graça para mostrar o que vale.
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«Eu adoro-vos»
«Eu adoro-vos», foram as últimas palavras proferidas por José Sócrates na reunião da Comissão Nacional do PS, onde esteve apenas cerca de dez minutos.
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terça-feira, 7 de junho de 2011
A esquerda suicidou-se entre a incompetência do PS e a utopia do PCP e BE
Sempre fui de direita. Mas admito que dentro de cada um de nós exista um homem de esquerda, como ouvi a alguém um dia. Pois não serei exceção. Contudo, mesmo que esse tentasse prevalecer, não teria hipótese de sobreviver. E a culpa é da própria esquerda. Na História de Portugal (em especial nas últimas duas décadas), a esquerda foi-se suicidando. Ou porque o seu principal partido governou à direita (PS) ou porque mais tarde se tenha tornado completamente incompetente (PS). Mas também porque a esquerda que sempre foi esquerda (PCP e BE) continua a afundar-se de forma convicta. Hoje, ao ouvir Jerónimo de Sousa dizer que PSD, PS e CDS impuseram o acordo da troika aos portugueses, pergunto-me se o PCP já tem, todos estes anos depois, algum sentido do que é a democracia. É que, se não me trai a memória, no domingo passado, 38%, mais 28%, mais 11% votaram nesses três partidos. Se quisermos, votaram no acordo com a troika. Mas não se ficou por aí o Comité Central do PCP. Na sua reunião de hoje, criticou o Presidente da República por ter apelado ao voto na véspera das eleições (coisa que sempre todos os Presidentes fazem). Segundo o PCP, Cavaco terá feito uma "pressão inaceitável sobre os eleitores que têm o direito a não votar". Ora, lembrar-se-á, como eu, que na ex-URSS que tantos anos o PCP defendeu, esse era, de facto, o único direito dos cidadãos: "NÃO VOTAR". Coerente, portanto, esta posição de uma esquerda que desapareceu, entre a incompetência extrema do PS e o delírio utópico de PCP e BE.
mistérios: concordo com o que disse martin schultz e palavrinha de honra que nem é por ele ser socialista, é porque também me parece que nas últimas eleições houve entrada de fantasmas.
Ao que parece esta cena das eleições ainda não chegou ao fim.
As dúvidas subsistem no espirito de muitos e até pelas europas correm sussurros vários sobre mistérios e interesses ainda mais misteriosos e vários que ninguém pelos vistos compreende e que se adensam à volta desta direita que assim ganhou eleições sem mérito nem provas dadas.
Claro que ali pelas europas as pessoas há muito que se habituaram a ter que prestar bastas provas, de trabalho, esforço e decência para melhorar a vidinha, sendo que não é também menos certo que para os que vivem fora deste burgo à beira mar "prantado" é impossível compreender que tanta gentinha menor e menos séria consiga guindar a poder e muito bom empreguinho e bem pago.
Conhecem mal a estória das direitas nacionais, é claro; que tanto fizeram pelos fascistas e pela nobreza decadente e serôdia que apesar dos crimes cometidos contra quase todos, sempre conseguiu governar , enquanto se governava à grande e à francesa.
Este socialista francês , é mais um dos muitos que ora se interrogam como foi então possível que esta gente sem provas dadas se chegue agora aos corredores do poder onde já começou o negócio da troca de favores e da venda de propriedades. Eu por mim aconselharia a este senhor e a todos os outros que se espantam a leitura de alguns processos que certamente encontraram na Torre do tombo.
Existem por lá centenas de documentos que bem ilustram como neste país os que bem se governaram , se governaram sempre com a infamante calúnia e com os favores de amigos e afilhados que os mantiveram a todos no negócio da nobreza palaciana - igual à que hoje se pratica- e onde tanto inocente perdeu a vida , a honra e os bens para que esses todos se sentassem à mesa das iguarias sem receios e sem temores de indigestão.
O líder parlamentar dos Socialistas Europeus no Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou-se hoje "muito triste e desapontado" com a vitória do PSD, "o partido de Durão Barroso", nas eleições legislativas de domingo em Portugal, que classificou como "um mistério".
Em declarações à Agência Lusa em Estrasburgo, França, à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu - a que deverá presidir a partir de 2012 -, Martin Schulz disse ter muitas dificuldades em compreender "o caso português", e designadamente o facto de o primeiro-ministro José Sócrates ter sido "punido" por querer implementar medidas reclamadas pela Comissão Europeia liderada por Durão Barroso, e que serão executadas pelo PSD de Pedro Passos Coelho "de forma ainda pior".
"É difícil perceber que um governo seja punido pelas medidas que o partido vitorioso vai implementar de forma ainda mais dura. Para mim, é até hoje um mistério que o partido de José Manuel Durão Barroso tenha forçado o partido de Sócrates a cair, pelas medidas que Barroso pediu, e Passos Coelho vai agora implementar. Este é um caso único na Europa, sem precedente", disse.
Mas vocês pagam as sobremesas.
o que tinha, honrando as suas responsabilidades"
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
VOSSA EMINÊNCIA SENHOR PRIMEIRO MINISTRO PASSOS COELHO
Vossa Excelência, a gente ama o Vosso elevado sentido de humor, a Vossa inteligência finíssima, a Vossa sensibilidade social, o Vosso amor pelo progresso do nosso povo, o Vosso apuradíssimo sentido estético plasmado em magníficas e inolvidáveis obras de arquitectura futurista, a Vossa coragem em dirigir e proteger uma cambada de grunhos que não merecem um líder tão sábio, tão afectivo, tão generoso, a gente aqui na redacção também gostava muito de um lugarzinho no Conselho de Administração da Caixa. Pode ser não-executivo, que não somos ambiciosos.
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sábado, 4 de junho de 2011
A campanha terminou.E agora? Falamos do futuro enquanto o passado nos ameaça ou deixamos andar?
Foram dias e dias a parecer intermináveis.
Dias passados a ouvir tudo menos aquilo que interessaria ouvir. Foram dias e dias passados na mesma coscuvilhice de sempre; na mesma inutilidade de sempre , dias semelhantes aos que alguns de nós, mais velhos recordam como a velha e passadista forma de vida fascistóide e corrupta. Do futuro, ouvimos pouco e poucos foram os que dele falaram.
Já se percebeu que para a maioria destes partidos que nos rodeiam os ouvidos e a vida , o futuro pouco interessa , talvez porque já tenham os deles e os dos deles bem assegurados e muito bem pagos pelo pobre povo de sempre.
Agora fez-se um pouco de silêncio. Apesar de algumas tentativas dos mesmos de sempre que em se calando os outros, tentam sempre furar a democracia para usar da palavra a que já não têm direito e da qual aliás muito abusaram.Das inutilidades ditas pouco mais adiantarei; salvo-as para o futuro, caso o futuro abra as portas áqueles que para aí andaram a bater com a mão no peito tentando fazer crer ao povo que têm um coração, quando em lugar de corações escondem apenas no peito uma terrível voracidade e uma inveja sem limites.Fez-se silêncio mas por dentro desse silêncio escondem~se a calúnia e as continuadas manobras difamatórias desses que incapazes de ganhar a sua vida e os lugares aos quais se chegam, lá vão chegando pelo atropelo da decência e pela traição ao Povo e à Democracia.
Fez~se silêncio pois enquanto se espera que o tempo do Voto nos chegue.
Em nos chegando um tempo cada vez mais enrolado nas nuvens negras que algozes preparam para nós, que fazer? Talvez preparar a luta . Talvez preparar o Futuro .
Um futuro onde não caiba a indecência da calúnia.Nem da traição à palavra dada.
Um futuro onde os que roubaram a banca trazendo-nos para esta situação sejam punidos.
É pedir demais? Não . É confiar na Justiça, confiando na Democracia. Apesar de saber que muitos agem agora para tentar destruir esses equilíbrios.
A campanha terminou.E agora? Falamos do futuro enquanto o passado nos ameaça ou deixamos andar?
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Sócrates e a corrupção
A TSF realizou uma iniciativa durante a campanha eleitoral que consistiu em fazer 10 perguntas em dez dias, aos líderes dos cinco principais partidos. Não ouvi todos. Mas dos que ouvi, Sócrates não respondeu. Hoje, era sobre corrupção. Quais as propostas dos partidos para o combate à corrupção? Há dias, perguntavam sobre qual a política de investimento público. Sócrates também foi o único a não responder. Pus-me a pensar, o que haveria Sócrates de responder? Na verdade, Sócrates não poderia responder. A sua política sobre obras públicas levou o país à falência e revelou-se um desastre do ponto de vista económico. O seu programa eleitoral nada diz senão generalidades quanto ao assunto. Já quanto ao combate à corrupção, Sócrates nada fez durante seis anos, senão inviabilizar propostas legislativas da oposição e aumentar os limites para ajustes diretos. O seu programa nem generalidades tem sobre o assunto. O PS acha que não é preciso combater a corrupção. Dei por mim a relacionar os dois assuntos. Obras públicas, autoestradas, parcerias-publico-privadas… e corrupção. Sócrates não aproveitou a antena da TSF para dizer o que pensa sobre estes dois assuntos fulcrais da vida de um país, porque programaticamente não tem política e porque, evidentemente, lhe interessa que continue a não haver política. Assim, as autoestradas poderão continuar a ziguezaguear livremente por esse país fora… e, bem assim, como as autoestradas, também as leis de combate à corrupção poderão deixar ziguezaguear a política das autoestradas… ao mesmo sabor e à mesma velocidade, contornando montes, galgando rios e ocupando terrenos…
A questão é só uma: pode um país ter um Primeiro-Ministro destes?
e coibo-me a chamar-lhe mentiroso e outras coisas piores que merecia
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Strauss-Khan joga pelo seguro e só contrata homens de limpeza

Para evitar alimentar novas polémivas, o ex-director-geral do FMI evitou contratar empregadas de limpeza do sexo feminino. Dominique Strauss-Kahn contratou dois homens para fazerem a limpeza da luxuosa mansão onde está sob prisão domiciliária em Manhattan, nos EUA.
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Pepinos contaminados
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Entre o 'mesmar' de Passos e o 'mentir' de Sócrates
A crise exigirá no domingo à noite consenso e a capacidade de compromisso de uma democracia madura pouco habitual entre nós. O espírito do litígio teimoso vai dar lugar à obrigação de acordos que todos acharão maus mas inevitáveis. Para teimosia masoquista já chegou a cegueira que forçou o memorando em inglês a que se vinculou o chamado "arco da governação".
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