sábado, 14 de maio de 2011

Passos ousados














É preciso dar passos ousados para trazer a economia [portuguesa] de volta ao bom caminho






Olli Rehn, Comissário Europeu dos Assuntos Económicos




Elogios à pública filhos na privada

             

"Vícios privados, públicas virtudes"

Catroica à rasca

                         

Eduardo Catroika

                         


quinta-feira, 12 de maio de 2011

Catroga sem pentelhos

    


Catroga, numa crítica à comunicação social, disse que esta passa a vida a discutir pentelhos. A comunicação social, apressando-se a dar-lhe razão, introduziu os pentelhos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mula da Agonia





Dá-lhe um coice minha besta
Está na hora de mudar
Agarra tu no chicote
E começa a avançar



"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e 
sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos 
de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de 
dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz 
de sacudir as moscas..."



Guerra Junqueiro, em "Pátria", escrito em 1896.
Parece que não mudámos nada...


domingo, 8 de maio de 2011

Sócrates e as más notícias


Hoje, em muitas bancas de Lisboa, o diário "i" estava esgotado. Por quê? Porque António Barreto disse que "Sócrates precisa de ser severamente castigado"...

"José Sócrates deve ser severamente punido nas próximas eleições"

"O primeiro-ministro não está à altura, não é capaz de contribuir para as soluções futuras"

"O actual primeiro-ministro não ajudará, nem fora nem dentro, a nenhuma solução"

"José Sócrates quase levou o país à bancarrota por interesses partidários"

"Esta democracia não está a ser assaltada. Está a implodir"

"É muito inquietante que o governo tenha conduzido o país em direcção ao abismo"

"O governo foi absolutamente cego, surdo e inconsciente"

"O parlamento tem vindo sempre em declínio. O debate é substituído pela política espectáculo e pelo quero, posso e mando do primeiro-ministro"

"José Sócrates é responsável pelo mau estado a que chegou o próprio Partido Socialista"

"Não se mexe na justiça porque os políticos têm medo do confrontar interesses. A justiça sabe segredos de muita gente. Sabe segredos da vida pessoal, da vida económica, da vida empresarial e da vida política e partidária"

António Barreto, sociólogo, hoje no "i"

Uma entrevista a ler com atenção.


sábado, 7 de maio de 2011

Sócrates pratica violência doméstica sobre os portugueses

Boa parte da população portuguesa sofre de um síndrome conhecido das assistentes sociais, dos sociólogos e dos psiquiatras. Na violência doméstica é vulgar e consiste num processo em que a vítima procura encontrar vantagens na agressão praticada sobre si. O povo traduz o fenómeno no provérbio “quanto mais me bates mais gosto de ti”, tão comum entre mulheres violentadas diariamente por maridos violentos, alcoólicos, mentirosos e chantageadores. Os mesmos maridos que, por outro lado, são ciumentos e saem em defesa daquilo que apelidam "família", defendendo o que é seu, ao mínimo olhar de um terceiro. Este comportamento psicológico aparece também nos sequestrados e é conhecido por “síndrome de Estocolmo”, tendo expressão, por vezes, na paixão que o sequestrado desenvolve pelo seu raptor. São fenómenos difíceis de explicar, irracionais e completamente destrutivos de valores humanos básicos, como os da auto-estima e da liberdade. Portugal tem uma boa parte da população a viver com o síndrome de Estocolmo. Vive sequestrada e chantageada há dois anos por um Primeiro-Ministro que lhes roubou os votos, a liberdade e a auto-estima. Um Primeiro-Ministro que espanca a classe média, violenta convicções e maltrata os velhos. Ciumento e sendento de protagonismo, auto-intitula-se como o "defensor" de Portugal, conforme diz o seu slogan, como só ele soubesse o que é bom e quem pode ou não pode olhar para nós. Apesar deste comportamento violento, prepotente e pré-histórico, há sobre ele uma estranha paixão e mesmo compaixão. Há 30% da população que continua a dizer que ele nos bate porque gosta de nós. Ele violenta-nos porque nos ama. Que os outros podem ser piores. Por dramática que seja a situação dessas pessoas que preferem conformar-se com o mal que têm, com a mesada que levam e com a côdea que comem, a optar por denunciá-lo e ir ao desconhecido, enfrentando lá fora uma vida nova, difícil, mas livre, cabe-nos a nós - que não sofremos do síndrome de Estocolmo - chamá-los à razão, educá-los e dar-lhes a cultura e a coragem que não têm. Sócrates pratica sobre os portugueses a mais explícita mentira e a mais ignóbil violência, distribuindo côdeas cada vez mais reduzidas, bofetadas cada vez mais fortes e revelando a cada grito histérico a sua verdadeira e única índole. Recusemos o “quanto mais nos bastes, mais gostamos de ti”, façamos algo pelo pobres de espírito que não conseguem libertar-se disso!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Troika e o boneco de cera



"Informo que já reuni com a Troika sobre o défice português e decidi vender este boneco ao meu lado para o Museu de cera."

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sócrates sairá pela janela da retrete do Palácio de S. Bento no dia 5 de Junho

Declaração de Sócrates sobre o “acordo” com o FMI é o ato mais lamentável de campanha e o mais esclarecedor sobre a falta de sentido de Estado de um político português desde que me lembro de existir. Assisti muito jovem ao 25 de Abril, e lembro-me que Marcelo Caetano, quando convidado por Salgueiro Maia a sair pelas traseiras do Quartel do Carmo, declarou que apenas sairia pela porta da frente, ainda que isso tivesse que lhe custar a vida. Até os ditadores mais incompetentes conseguiram ter um pouco mais de dignidade do que Sócrates que sairá do Governo pela “janela da retrete do Palácio de S. Bento” no dia 5 de Junho… em sentido figurado, claro está.

domingo, 1 de maio de 2011

Sócrates é um homem perigoso

O que Sócrates está a fazer ao país é muito perigoso. Não, não me refiro ao facto de ter duplicado a nossa dívida externa em cinco anos, passando-a para o nível histórico de 100% do PIB. Não, não me refiro a ter estourado com as contas públicas, a ponto de ter que chamar o FMI para nos tirar do poço. Não, não falo do autismo que nos levou (já) a gastar dinheiro em magalhães, TGVs e Aeroportos quando não tínhamos cheta para pagar aos credores ou, até, ordenados aos nossos soldados. Isso, ele já fez, não “está a fazer”. Quando digo que “Sócrates está a fazer ao país”, refiro-me à forma como está a levar a extremos a demagogia e a mentira nesta pré-campanha e na encenação da crise política que nos trouxe a ela. A forma como Sócrates elaborou a sua difícil estratégia eleitoral pode transformar-se em algo demasiado perigoso. Sócrates partiu o país, dividindo-o em três grandes grupos. Um grupo obediente que vive da sua máquina partidária (que durante 14 anos misturou com o Estado). Um grupo crítico que ele conseguiu de tal forma desinteressar pela política que já nem vota. E um terceiro grupo que percebe o risco que o país corre se continuar mais um dia com Sócrates como Primeiro-Ministro. O discurso de Sócrates, nestas eleições, extremou-se numa arte que vinha desenvolvendo, arrebanhando pela necessidade – como nunca – o primeiro grupo; excluindo ainda mais o segundo e insultando, achincalhando e revoltando o terceiro. Eu não acredito – nem me passa pela cabeça – que Sócrates possa ganhar as eleições. Não acredito que o primeiro grupo seja suficiente e não me parece que no segundo encontre suficientes distraídos para votarem em si. Sócrates vai perder! Mas, e se ganhasse? O que Sócrates tem vindo a fazer nesta pré-campanha deixa-nos sem resposta quanto ao futuro de Portugal. Um Portugal que teria no primeiro grupo um mais do que legitimado exército de inúteis agarrados já não à carne mas só já ao osso; um segundo grupo mais excluído do que nunca e um terceiro com níveis de revolta sem paralelo na nossa democracia. Foi com enorme tristeza por Portugal e pelos meus filhos que vi Sócrates ganhar em 2005 e mais em 2009. Mas o cenário era então suportável para que continuasse a trabalhar, a esforçar-me, a pagar impostos. Mas o cenário de uma vitória de Sócrates em 2011 não me deixaria margem de sobrevivência nem sequer qualquer vontade de ser português. E, como eu, haveria muitos, num país partido, crispado e conflituante, cuja paz social não seria mais possível. Sócrates é, pois, perigoso, já não apenas por ter a enorme habilidade de destruir as finanças do País mas porque, ganhando, seria capaz de tornar Portugal num lugar estranho e perigoso, onde o terrorismo de Estado passaria a ser a Lei e onde a única solução possível na consciência de muita gente passaria a residir apenas num cenário: o do Golpe de Estado.

O insulto

Sócrates insulta os portugueses quando acha que estes acreditam que o importante não é ter um bom programa eleitoral mas sim apresentá-lo cinco dias antes. É lamentável que alguns portugueses aceitem continuar a ser enxovalhados desta forma e não apenas não votem CONTRA o PS mas continuem a aceitar que este teatro demagógico sem paralelo na história da nossa democracia continue todos os dias.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pedro Passos Coelho, José Sócrates e Paulo Futre


Pedro Passos Coelho, José Sócrates e Paulo Futre são do mesmo campeonato, só que Futre tem melhor pé esquerdo.

Desgraças



“Podemos suportar as desgraças que vêm do exterior: são acidentes. Mas sofrer pelas nossas próprias faltas... Ah!, é esse o tormento da vida” 


Oscar Wilde




quarta-feira, 27 de abril de 2011

Governador do Banco de Portugal aponta o dedo à Governação

O Governador do Banco de Portugal tem demonstrado ser uma das pessoas sérias neste país. Estou convencido, que não fosse a sua actuação, ainda esperávamos que o Governo pedisse ajuda ao FMI, prolongando a agonia lenta em que estávamos. Hoje, deixou bem claro quem nos trouxe a este ponto. Não é que não soubessemos já, mas convém que se vá dizendo, para que as habituais manobras de diversão de Sócrates não nos distraiam dos crimes públicos que cometeu à frente do País.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, advoga que as regras orçamentais deverão ser "adequadamente desenhadas" e assentar "num consenso social e político alargado". Carlos Costa – participando num colóquio comemorativo dos 35 anos da Constituição – concluiu que a atual crise orçamental é "reveladora de uma persistente falha do regime financeiro da administração pública" e defendeu que "a inscrição na Constituição de uma regra sobre saldos orçamentais pode ajudar a criar um círculo virtuoso de qualidade institucional do ponto de vista da disciplina orçamental e do crescimento". Para que este ciclo se materialize é necessário, diz o sucessor de Vítor Constâncio à frente do Banco de Portugal, "que as regras orçamentais sejam adequadamente desenhadas e complementadas por procedimentos orçamentais que promovam o seu cumprimento" e que assente num consenso social e político alargado quanto à importância destes princípios. Para Carlos Costa, os níveis atuais da dívida pública representam encargos significativos para as gerações futuras e constituem um entrave ao crescimento económico do país. "Caímos na armadilha da dívida", argumentou, acrescentando que "a deterioração das contas públicas reflete aumentos de despesa desproporcionados relativamente à capacidade de geração de receitas por via tributaria". O homem forte do banco central português refere ainda que Portugal violou reiteradamente as normas orçamentais da União Europeia recordando que a participação de Portugal na área do Euro implica a aceitação de regras orçamentais. Finalmente deixou bem claro que na sua opinião, qualquer processo de consolidação orçamental bem-sucedido deverá assentar em três princípios fundamentais: a transparência, estabilidade e responsabilização.

Notícia retirada do site da RTP