quarta-feira, 2 de março de 2011

Prémios Gazeta 2010

















Está a decorrer até 31 de Março o prazo para a entrega de candidaturas aos Prémios Gazeta 2010.  Este ano, em vez do Grande Prémio Gazeta, serão atribuídos cinco prémios, correspondentes aos melhores trabalhos publicados na imprensa, rádio e televisão, bem como aos melhores trabalhos de fotografia e multimédia. Além destes, serão atribuídos os habituais prémios  de mérito, revelação e imprensa regional.

Prisa perdeu 70 milhões em 2010





A Prisa perdeu 72,87 milhões de euros em 2010, em contraste com o lucro de 50,48 milhões do ano anterior. A companhía editora de “El País” foi afectada, principalmente, por uma quebra de 25% das suas receitas publicitárias.


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Morreu o jornalista José Luís Pinto



O antigo jornalista da Lusa José Luís Pinto morreu hoje de madrugada, aos 64 anos, vítima de doença prolongada, disse fonte familiar.
José Luís Pinto, que nos últimos tempos de carreira era responsável pelo turno da madrugada na agência Lusa, tendo passado pela ANOP, pela NP, pelo Portugal Hoje, pelo Diário de Notícias, pela UPI (United Press International) e pela ANI.
José Luís Pinto começou a trabalhar em 1971 como teletipista, passou a jornalista em 1989 e reformou-se em 2003.
Depois de reformado ainda colaborou com o jornal do Sporting.
O velório realiza-se hoje a partir das 17h na Igreja da Nossa Senhora da Conceição, em Queluz.
O funeral terá lugar na quinta-feira, às 17h, em Penalva do Castelo, Viseu, de onde era natural.

Lusa



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O país e o mundo vistos por um funil

Preocupam-me estes mimetismos e afunilamentos crescentes da comunicação social. Uns atrás dos outros, todos atrás do mesmo. Da "actualidade" que surge de um acontecimento (se calhar banal para a população) ou de uma agenda oficial qualquer. Depois, é esgotar o tema, ignorando o resto do Mundo e ignorando a diversidade e o resto da verdadeira actualidade. Esta semana estamos numa de "velhinhos abandonados". Para a semana, será a imprensa a abandoná-los. Outro tema virá, o carrocel não pára.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Entrevistas pornográficas e as eleições no Sporting

Braz da Silva foi capa de quase todos os jornais. Contrariando aquilo que seria normal, chegou mesmo a ser capa de dois semanários em duas semanas consecutivas, não havendo notícia relevante no segundo que pudesse sequer justificar um quarto de página. Braz da Silva caiu de pára-quedas como candidato à presidência do Sporting e saiu de trotinete, hoje, em nota de rodapé a fechar hoje um noticiário radiofónico. Não quero saber de Braz da Silva, pessoa possivelmente respeitável. Nem quero saber do Sporting, clube do qual não sou adepto. Mas preocupa-me que o País assista de forma tão passiva à deterioração profunda e transversal do jornalismo (ou dos jornais, se preferirmos). No tempo em que eu era jornalista, o tipo de entrevista que vi fazer a Braz da Silva em praticamente toda a imprensa nacional, quase sempre com direito a manchete, tinha um nome pornográfico que não posso reproduzir aqui. Contudo, para a forma como a mesma imprensa assobia para o lado no momento em que, afinal, o candidato, afinal, era coisa nenhuma, ainda não tem classificação. Num País em que apenas cinco dos seis candidatos à Presidência da República têm direito a entrevistas e debates televisivos, em que há cidadãos que não podem votar e em que a imprensa já a actividade jornalística se perdeu numa esquina a favor de interesses inconfessáveis ou talvez não, já não sei onde pára a democracia.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Estado Social morreu há oito anos e meio, como uma idosa no seu apartamento

No mesmo dia em que soubemos que a receita fiscal subiu 15%, soubemos também que uma senhora estava morta em sua casa há mais de oito anos, sem que ninguém soubesse. A senhora não recebia a sua pensão, mas acabou descoberta cadáver há quase nove anos porque a Administração Fiscal a quis penhorar. É que, certamente por estar morta, não pagava impostos. Os alertas da vizinha não deram resultado porque a GNR “não podia abrir a porta”. Pôde fazê-lo apenas para ir buscar um pouco mais da sua inabalável receita fiscal. Deve ser com isto que os nossos governantes enchem a boca com o “Estado Social”. Mas não estará esse "Estado Social" morto há pelo menos tanto tempo como a senhora?
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que não consigo explicar ao meu bebé sobre Portugal

Portugal é um país muito avançado. Tão avançado, que o meu filho que dentro de dias fará um ano, é obrigado a ter número de contribuinte.
Quando nasceu, Portugal já era um país moderno. Mas não tanto. Recordo-me que pouco antes de vir ao Mundo, o Ministro da Presidência tinha anunciado com grande pompa e circunstância “a medida que assinala os 100 dias de Governo”. A medida era o “cheque bebe”. 200 euros que o pequenote receberia apenas quando fizesse 18 anos. Era uma “medida de estímulo à natalidade” e também “à poupança”.
Mas de onde vinha tão brilhante ideia? Do Primeiro-Ministro, claro, que uns meses antes (estaria o meu filho a ser concebido, talvez) subiu ao púlpito do Congresso do PS para anunciar tão importante promessa eleitoral. Se fosse reeleito, Sócrates daria 200 euros aos bebés que desde então nascessem.
Apesar de ter nascido depois de tudo isso (da promessa e da aprovação em Conselho de Ministros), nunca chegou ao seu berço de maternidade qualquer cheque ou certificado. Pedimos então, através de e-mail, ao Conselho de Ministros que nos dissesse onde paravam os 200 euros. O e-mail, viajou de Ministério em Ministério; de Secretaria de Estado em Secretaria de Estado, até regressar ao Conselho de Ministros (ver aqui troca de e-mails). Aparentemente, ninguém sabia no Governo quem tratava de tal assunto. Até que a resposta, depois de muita insistência, chegou. Haveria “cheque bebé”, mas apenas para os bebes que nascessem lá para o fim do ano… (ver post que então escrevi sobre o assunto).
O fim do ano chegou, o ano novo trouxe novos bebés. O Governo não mudou. José Sócrates ainda sobe aos púlpitos do PS e o Ministro da Presidência ainda anuncia medidas no final das reuniões do Conselho de Ministros.
Quanto ao meu bebé, em menos de um ano de vida, já percebeu que os 200 euros anunciados pelo Ministro de Estado quando nasceu eram mentira. E também já percebeu que o mesmo Primeiro-Ministro que fez a promessa (entretanto) lhe retirou também o abono de família que recebia quando nasceu. O abono e o subsídio de aleitamento.
Não sei se um dia lhe conseguirei explicar tudo isto ou se – envergonhado pela nacionalidade que lhe impus – lho vou omitir. E nem sequer sei como irá a História da Humanidade explicar nos seus futuros manuais escolares, porque razão o povo egípcio lutou na rua contra um tirano e, no mesmo momento, em Portugal se destruia o Estado Social mas se discutia futebol.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Partilha este sorriso





"O sorriso é a manifestação dos lábios, quando os olhos encontram o que o coração procura." - Partilha este sorriso! http://on.fb.me/anButv

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Assim damos a volta a isto!



Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'casinha dos pais',
se já tenho tudo, para quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'vou queixar-me para quê?'
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração 'eu já não posso mais!'
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.








Afinal, quem são os parvos? 

Chama-se "Que Parva que eu Sou", não se encontra em qualquer disco dos Deolinda e retrata a "geração sem remuneração", com passagens como "que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

“New York Times” expõe num e-livro relações com WikiLeaks







O “New York Times” anunciou que publicará na segunda-feira, dia 31, um livro electrónico sobre o WikiLeaks, com 27 novos documentos confidenciais, bem como uma súmula dos que já publicou, um retrato de Julian Assange e vários ensaios. 

sábado, 29 de janeiro de 2011

Morreu José Pedro Barreto

O jornalista José Pedro Barreto, 62 anos, faleceu ontem à noite, na sequência de um acidente vascular cerebral, após uma cirurgia. Era editor de Internacional da TVI, estação que dirigiu entre 1996 e 1999. Começou a carreira em 1975, no “Jornal Novo” e passou pelos jornais “A Tarde”, “Semanário”, “Primeiro de Janeiro” e “Diário de Notícias”.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Eu escrevi a Cavaco Silva - há cinco anos - sobre as dificuldades nas Assembleias de Voto

Há cinco anos fui votar nas presidenciais. Nos 20 anos anteriores, votei sempre na Freguesia de Santa Marinha, Vila Nova de Gaia. Sempre com a mesma morada. Trata-se de uma das mais populosas freguesias urbanas de uma das maiores cidades do país. Dessa, como de outras vezes, tive enorme dificuldade em encontrar a minha assembleia de voto. Calculo que em 15 ou 16 actos eleitorais, sem nunca mudar de morada, tenha votado em 13 ou 14 lugares diferentes, de uma ponta à outra da freguesia. Dessa vez, a minha assembleia de voto estava localizada num edifício particular, pertencente a umas caves de Vinho do Porto, que mais pareciam um barracão em ruínas, velho e cheio de teias de aranha. Chegar ao local tornou-se num pesadelo, uma vez que a zona é de ruas estreitas e limitadas quanto à circulação e trata-se da zona mais turística da cidade. Num domingo normal de sol, chegar ao Cais de Gaia pode demorar 40 minutos e o estacionamento é impossível. Com assembleias de voto pelo meio… piora muito.
Escrevi então à CNE, reclamando e chamando a atenção para a constante e labiríntica dificuldade que estava a ser criada ao eleitor em Vila Nova de Gaia, onde os níveis de abstenção, não estranhamente, são muito elevados. A resposta da CNE foi que não era nada com eles. Não cabe à CNE escolher os locais de voto. À resposta lacónica, respondi ao e-mail com um: “que se lixe, portanto…”, não recebi mais qualquer comentário daquela entidade.
Escrevi então ao Professor Cavaco Silva, então acabado de ser eleito, explicando-lhe as minhas dificuldades para exercer, em Vila Nova de Gaia, o meu direito e dever cívico. Eu, que sempre fui eleitor de Cavaco, sempre que este se tinha apresentado a eleições. Nunca me respondeu ou sequer acusou a recepção da minha carta.
Na eleição seguinte, lá fui de novo votar, de novo em nova localidade, nova mesa de voto, novas dificuldades em encontrar o local certo. Apresentei reclamação ao presidente da Assembleia de Voto. Mas no acto seguinte… a minha mesa já era noutro ponto da freguesia.
Nestas eleições não votei. Se a CNE não tem nada a ver com as dificuldades de um cidadão em encontrar a sua mesa de voto, se a Assembleia de Voto se está a borrifar, se o Presidente da República de quem era confessadamente eleitor não quer saber, quem sou eu para me preocupar com esta gente e, como o meu voto, alimentar o grosso cheque de subvenções estatais que os políticos recebem sempre que neles votamos?
Se tenho pena? Tenho! Se tenho vergonha de ser português? Também!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

João Monge Ferreira: Projecto de vida

João Monge Ferreira: Projecto de vida: "'Quando a obra dos melhores chefes fica concluída, o povo diz: fomos nós que a fizemos.'Lao-Tsé Uma pessoa grande assume toda a responsa..."

domingo, 9 de janeiro de 2011

Geeks de Sofá: Tarde demais

Geeks de Sofá: Tarde demais: "Há pessoas que não nos vêem. Simplesmente, não nos vêem. É uma pena. Quando finalmente abrem os olhos é quase sempre tarde demais. São..."

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