Movimento cívico de cidadãos para um Portugal melhor.
Sem depressões nem complicações.
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A maior agência de notícias do mundo. O seu sofá. Jornalismo participativo. Produzido por cidadãos sem formação jornalística, em colaboração com jornalistas profissionais.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
A falência do dinheiro, dos valores e do brio ou simplesmente um serviço público chamado CTT
Há muito pouca coisa a funcionar neste país. E uma das coisas que não funciona é a cabeça das pessoas que estão atrás dos balcões ou à frente das grandes empresas. O desleixo, a falta de brio e de profissionalismo e a absoluta incompetência da maioria dos quadros e responsáveis faz com que vivamos num país anacrónico, onde se acha que temos que ter todas as melhores tecnologias que existem no Mundo, mas onde nada ou quase nada funciona.
Os Vales Postais são um método muito antigo de pagamento e recurso de muita gente que não possui cheques bancários ou métodos electrónicos de pagamentos. Há uma geração que ainda privilegia este método e muita outra gente como eu que – nunca o tenha usado para pagar – às vezes leva com ele para receber.
Os CTT funcionam como uma entidade financeira, que emite “cheques” de valores e que, inclusivamente, vende valores mobiliários, como certificados de aforro. Espera-se, por isso, que, tal e qual num banco, quando nos dirigimos ao balcão nos seja “descontado” o cheque que levamos, trocando aquele papel por notas e moedas.
Contudo, ontem, quando me dirigi aos CTT do NorteShopping, no Porto, deparei com o aviso que o meu BlackBerry registou, colocado logo à entrada na máquina que dispensa os tickets: “não temos dinheiro para pagamento de vales”.
Numa altura em que os CTT estão à beira da privatização, posso perguntar-me o que aconteceria às acções do CTT ou de um banco cotado em bolsa no dia em que um papel fosse colocado na entrada de um balcão importante dizendo: “não temos dinheiro”.
Se a mensagem é, em si, grave e preocupante no seu conteúdo técnico – “não temos dinheiro” – a sua forma não deixa de ser igualmente preocupante e de ter um significado profundo. Não é que os CTT não tenham apenas dinheiro para pagar os valores que se comprometem a pagar pelos vales que emitem, é também a ligeireza e falta de respeito com que esse facto grave e incompreensível é comunicado a quem tem o direito a esse dinheiro.
A forma da mensagem e o local onde está colocada é muito equivalente a um aviso que um caloteiro eventualmente possa colocar na sua porta dizendo “desamparem-me a loja que eu não pago”.
Claro que em Portugal vivemos anestesiados pelas incompetências mútuas e inebriados pelo laxismo, falta de brio, amadorismo e maus exemplos que vêm de cima – mesmo de cima, a começar na classe política, com especial incidência no Governo –, mas em países onde a consciência colectiva e o sentido do que é o Estado ainda existisse, alguém naquela loja pegaria numa cadeira e daria com ela na cabeça do energúmeno(a) que escreveu tal mensagem, sem explicações e sem sequer um “desculpe” ou mesmo sem se dar ao trabalho de começar a frase por letra grande e terminar com um ponto final.
Se estou a incitar á violência? Não, estou apenas farto de um país amorfo onde a falta de brio, de vontade e até de amor próprio tomou conta de quase todas as almas e onde as chefias, direcções e administrações de organizações desta importância, apenas se preocupam em como vão aldrabar a gente, carregando nos selos, nos serviços, nos preços ou nas taxas, por forma a apresentarem lucro e… no Natal, receberem mais uns milhões de prémio.
Os Vales Postais são um método muito antigo de pagamento e recurso de muita gente que não possui cheques bancários ou métodos electrónicos de pagamentos. Há uma geração que ainda privilegia este método e muita outra gente como eu que – nunca o tenha usado para pagar – às vezes leva com ele para receber.
Os CTT funcionam como uma entidade financeira, que emite “cheques” de valores e que, inclusivamente, vende valores mobiliários, como certificados de aforro. Espera-se, por isso, que, tal e qual num banco, quando nos dirigimos ao balcão nos seja “descontado” o cheque que levamos, trocando aquele papel por notas e moedas.
Contudo, ontem, quando me dirigi aos CTT do NorteShopping, no Porto, deparei com o aviso que o meu BlackBerry registou, colocado logo à entrada na máquina que dispensa os tickets: “não temos dinheiro para pagamento de vales”.
Numa altura em que os CTT estão à beira da privatização, posso perguntar-me o que aconteceria às acções do CTT ou de um banco cotado em bolsa no dia em que um papel fosse colocado na entrada de um balcão importante dizendo: “não temos dinheiro”.
Se a mensagem é, em si, grave e preocupante no seu conteúdo técnico – “não temos dinheiro” – a sua forma não deixa de ser igualmente preocupante e de ter um significado profundo. Não é que os CTT não tenham apenas dinheiro para pagar os valores que se comprometem a pagar pelos vales que emitem, é também a ligeireza e falta de respeito com que esse facto grave e incompreensível é comunicado a quem tem o direito a esse dinheiro.
A forma da mensagem e o local onde está colocada é muito equivalente a um aviso que um caloteiro eventualmente possa colocar na sua porta dizendo “desamparem-me a loja que eu não pago”.
Claro que em Portugal vivemos anestesiados pelas incompetências mútuas e inebriados pelo laxismo, falta de brio, amadorismo e maus exemplos que vêm de cima – mesmo de cima, a começar na classe política, com especial incidência no Governo –, mas em países onde a consciência colectiva e o sentido do que é o Estado ainda existisse, alguém naquela loja pegaria numa cadeira e daria com ela na cabeça do energúmeno(a) que escreveu tal mensagem, sem explicações e sem sequer um “desculpe” ou mesmo sem se dar ao trabalho de começar a frase por letra grande e terminar com um ponto final.
Se estou a incitar á violência? Não, estou apenas farto de um país amorfo onde a falta de brio, de vontade e até de amor próprio tomou conta de quase todas as almas e onde as chefias, direcções e administrações de organizações desta importância, apenas se preocupam em como vão aldrabar a gente, carregando nos selos, nos serviços, nos preços ou nas taxas, por forma a apresentarem lucro e… no Natal, receberem mais uns milhões de prémio.
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CTT
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Não há nada mais nobre que sair da pobreza
João Monge Ferreira: Não há nada mais nobre que sair da pobreza: "'A pobreza é romanceada somente por idiotas.' J. K. Rowling Qualquer pessoa tem uma ideia pré-concebida acerca do dinheiro, da riqueza..."
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Governantes
Geeks de Sofá: Governantes: "“Percebo que os governantes tentem incutir o máximo de confiança nos agentes, mas também percebo que os governantes não devem faltar à verda..."
Pirómano que não consegue controlar o fogo
Rui Pereira, o senhor Ministro da Administração Interna, assemelha-se àqueles pirómanos bombeiros que ateiam o fogo para depois o poderem apagar. Com uma ligeira diferença: não consegue apagá-lo. O Ministro que há dias, com o país a arder, conseguiu dizer que “está a correr tudo muito bem”, referindo-se ao combate aos incêndios, não nasceu Ministro. Antes de o ser foi Presidente da Unidade de Missão para a Revisão do Código Penal. Foi ele, portanto, quem dirigiu a brilhante equipa de magistrados que fez as propostas de alteração que, mais coisa menos coisa, acabou aprovada na Assembleia da República. O regime de prisão preventiva e mesmo o regime de liberdade condicional e precária foi alterado. Basicamente, visou-se tirar pessoas da cadeia. O princípio parece tão bom tão bom, que já o Miguel Ângelo há uns anos tinha inventado uma música tipo “libertem os prisioneiros”. A ideia é boa… para os prisioneiros e pode ser inócua na voz de um cantor sofrível, mas torna-se numa verdadeira irresponsabilidade quando falamos de política. E Rui Pereira, que agora não sabe apagar os fogos que ateou, vai passando por entre as labaredas sem que lhe perguntem quem pôs cá fora um incendiário que, segundo acabo de ouvir na RTP (e mais tarde na TSF), depois de ter sido perseguido pela população e capturado pela polícia, se concluiu “estar detido… mas em regime de ‘dias livres’”. Sim, porque Portugal é um país em que o Código Penal é tão avançado que permite que os incendiários gozem de “dias livres” da sua clausura não apenas durante todo o ano, mas especialmente naqueles dias de Agosto em que está decretado “alerta amarelo”. Parabéns senhor Ministro.
LER E OUVIR NOTÍCIA NA TSF
LER E OUVIR NOTÍCIA NA TSF
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Incêndio
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Geeks de Sofá: Casamento
Geeks de Sofá: Casamento: "«Na riqueza e na pobreza, no melhor e no pior, até que a morte vos separe.» Perfeitamente. Sempre cumpri o que assinei. Portanto estrang..."
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Geeks de Sofá: Sporting
Geeks de Sofá: Sporting: "Não julgues nada pela pequenez dos começos. Uma vez fizeram-me notar que não se distinguem pelo tamanho as sementes que darão ervas anuais d..."
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Geeks de Sofá: Algo novo
Geeks de Sofá: Algo novo: "'Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de quem contruiu a Arca de Noé foi um amador solitário. Um grande grupo de profissionais co..."
domingo, 8 de agosto de 2010
Um "idiotuga" em pleno Agosto
Se os 33 graus de temperatura e os 30 minutos de telejornal em chamas não chegam para que um triste descerebrado tuga calcule que fazer fogueiras junto a uma mata é perigoso (aliás, crime), então nada mais nos resta do que esperar que Portugal ou se afunde ou se derreta. E que nos salve a Dra. Merkle ou outro qualquer neo-imperialista, perdão, europeista! O lixo que queimou no seu quintal poderia estar, a esta hora, a ser levado à borla por um camião do lixo que a gente paga à Câmara.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Pedro Passos Coelho desapareceu
Geeks de Sofá: Pedro Passos Coelho desapareceu: "Pedro Passos Coelho desapareceu e 'soltou' os seus vice-presidentes, num dia aparece um, no outro aparece outro. Hoje coube a Leite Campos..."
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Milagre da multiplicação
Geeks de Sofá: Milagre da multiplicação: "'Cuidado com as coisas que pedes, poderás consegui-las.' Pelo que tenho visto, Deus diz sempre que sim. O milagre da multiplicação dos C..."
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
João Monge Ferreira: Alentejo sempre
João Monge Ferreira: Alentejo sempre: "E as pessoas do Alentejo, e a comida do Alentejo, e as sestas depois do almoço que sabem melhor no Alentejo, e as praias da costa vicentina,..."
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Geeks de Sofá: Cedo demais
Geeks de Sofá: Cedo demais: "A beleza do mundo tem duas margens, uma do riso e outra da angústia. Até sempre... António Feio"
Geeks de Sofá: Contra a estupidez
Geeks de Sofá: Contra a estupidez: "«Contra a estupidez os próprios deuses lutam em vão» Do Código de Direito Canónico reza: «a Igreja tem o direito originário de exigir dos..."
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