A maior agência de notícias do mundo. O seu sofá. Jornalismo participativo. Produzido por cidadãos sem formação jornalística, em colaboração com jornalistas profissionais.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Brasil fora do Mundial
Um Brasil "Dunga" e uma Holanda mecânica q.b. A selecção "canarinha" perdeu esta tarde por 2-1 e está fora do Mundial 2010.
domingo, 13 de junho de 2010
o que me toca o coração, é saber que apesar de tudo neste país há gente de muito bom coração.-rt_action
--Os tempos estão muito difíceis e nem precisamos de políticos espevitados para no-lo fazerem lembrar. Sabemos e vivemos estes tempos em que uns vivem melhor que outros mas em que felizmente muito se lembram de muitos outros.
Portugal sempre foi um País de gente muito boa e de muito bom coração.
Gente capaz de se unir e de levar em frente projectos onde a cidadania faz sentido porque solidária, não esquece o sofrimento do próximo. Uma das coisas que me encanta é essa alma portuguesa, essa quentura de espírito, essa capacidade de dar.
--Por falar em dar e em alma portuguesa , vem este poste dar a conhecer um projecto de gente muito boa , empenhada em dar aos outros ajuda e amizade.
Falo da iniciativa - Ajuda de Berço - criada por um grupo de amigos Tuiteiros que com um sorriso nos lábios e muita mas mesmo muita solidariedade da boa, decidiu abrir um site onde todos ,através de uma simples inscrição se podem juntar num jantar solidário cuja missão é angariar bens de primeira necessidade dirigidos a crianças de tenra idade.
A Ajuda de Berço é pois mais uma demonstração de que em matéria de presença solidária, nem precisamos de avisos , nem de lições.
Todos juntos somos capazes de fazer muito.
Aqui fica pois uma chamada de atenção a quem visitar este blogue e que não conheça ainda este projecto para que entre nesta conta :- Lá poderá participar da forma que entender melhor , nesta campanha de ajuda e solidariedade que poderá trazer a tal esperança e o tal alívio que tanta falta fazem e nos fazem tão bem. Todos unidos por um sorriso feliz!
rt_action
quinta-feira, 10 de junho de 2010
e a asneirada continua:-faça férias aonde?? ah; cá dentro; então tá bem vamos todos pó palácio.
Eu sei que Cavaco é economista e que é seguramente amante de Portugal e das suas paisagens e redondezas. Acho que ele também gosta muito de carapaus alimados e isso assim e fiquei a saber pela enorme entrevista-campanha de propagando-uuups ; não se escreve propaganda que é feio; que ele sem sopinhas portuguesas não passa, no que faz muito bem que eu também não.
Mas Cavaco ás vezes não se parece com um economista.Parece-me mais com aquela senhoras que sendo donas de casa há muito tempo ; passam a olhar o mundo como se da cozinha própria se tratasse e nisto da alta política é mais com na alta cozinha; só os mestres e os que estão nos segredos é que sabem cozinhar.
Mas Cavaco ás vezes não se parece com um economista.Parece-me mais com aquela senhoras que sendo donas de casa há muito tempo ; passam a olhar o mundo como se da cozinha própria se tratasse e nisto da alta política é mais com na alta cozinha; só os mestres e os que estão nos segredos é que sabem cozinhar.
Com esta saída , do não saia de Portugal , fique cá dentro senão vai dar as divisas as estrangeiro, Cavaco silva demonstra que não só não percebe nadinha sobre as relações europeias, como ainda por cima dá da si a imagem correcta de alguém que teria servido plenamente como ministro para épocas mais salazaristas, mas com muito pouco talento para presidente de um país em aliança com as democracias europeias.
É um recado comezinho;medíocrezinho e tristinho, a revelar aquele tom cinzento dos outros tempos de um Portugal atrazado, desconfiado e glorificado num egoísmo patareco e bizonho.
Esta farpa de Vieira da silva foi bem espetada e bem merecida, esperemos que não sejam precisas mais.
sábado, 5 de junho de 2010
A histeria contagiante do futebol
Eu gosto de futebol... futebol, mesmo. Agora, ver uma TV como a SIC transmitir imagens captadas pelo telemóvel de um jornalista (chamemos-lhe assim) mostrando os jogadores da Selecção a entrar num avião, como ZERO notícia, ZERO informação e ZERO conteúdo, a que se acrescenta PÉSSIMA qualidade, é ridículo e diz muito sobre a idiotice contagiante do futebol. A mim, em lugar de me aproximar da modalidade, afasta-me. Entre o Nuno Luz e o Mrs Bean escolho o segundo. Também me faz rir mas não me revolta,
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Jornalismo
domingo, 30 de maio de 2010
na violência não existem comparações:-a violência é toda igual apenas difere em grau.
Vem esta a propósito do professor que chamou preto a um aluno e do pai de um aluno que bateu num professor.
Como sempre houve muita notícia , muita média e muito isto e aquilo e como sempre houve os que misturaram um caso e outro para defender a tese de que se pais existem que são umas bestas , estão desculpados os professores que sejam também outras besta.
Como para mim uma besta é sempre uma besta mas diferente entre si de todas as outras, o caso parece-me digno de um poste à maneira, que eu cá de bestas não gosto mesmo nada sejam elas quais forem e estejam onde estiverem.
Claro que não é nada bonito nem desejável que os pais comecem agora a desancar professores.
Claro que é um crime e que deve ser punido.
Mas é claro também que nenhum professor tem o direito de se comportar como um racista e mais claro fica ainda que todo o acto racista é em si mesmo um acto violento e logo um crime.
Que imediatamente após a presumida agressão ao professor tenham aparecido em vários lugares várias figuras que dizendo-se professores ou ligados ao ensino numa de desculpar o acto racista do professor com a tal presumida agressão do tal pai , é totalmente inadmissível.
Nestas questões de bullying e de agressões , neste panorama em que professores obrigam alunos a fazer testes em que apenas está presente a forma absurda como certo tipo de gente se recusa a olhar o outro com a dignidade a que tem direito, independentemente da sua côr de pele, do seu estatuto religioso ou da sua opção sexual está a conduzir-nos a todos para um caminho perigoso que nada nos trará de bom e ao qual deveríamos pôr fim o mais depressa possível.
Na verdade tão violento foi o pai como o professor, com a diferença que o grau de violência de um professor é tão mais grave , quanto a sua progressão na escolaridade que obteve.
O paradigma do turismo (perdido)
Portugal tem vivido alguns históricos equívocos. Um deles, talvez o mais grave, é que somos um país de turismo. O paradigma de que o nosso “filão” está no turismo – qual jazida de petróleo em franca exploração – fez-nos acreditar em tretas muito pouco consistentes como “temos jeito” para o turismo, “somos hospitaleiros” ou “sabemos receber”. Claro que não sabemos receber. E claro que temos graves problemas para nos tornarmos num país de turismo. Antes de mais, porque não sabemos receber coisa nenhuma. As situações que vivemos em unidades hoteleiras, restaurantes, cafés ou lojas demonstram-no!
Mas há mais. Somos um país muito pouco competitivo do ponto de vista económico. O nosso turismo é francamente caro, quando comparado com o turismo de destinos concorrentes, como praias do Sul de Espanha ou da Croácia, só que estamos mais londe. Viajando pelas principais cidades europeias, vemos e sentimos nas ruas milhares de turistas que, em Portugal, rareiam. E vemos cidades cheias de diverção e actrativos que cá não existem. Poderia continuar a falar de qualificação e dos crimes urbanísticos cometidos no Algarve, que hoje hipotecam boa parte do potencial de turismo de qualidade, capaz de gerar mais-valia, que não chegamos a explorar. Mas nem sequer vou por aí. Fico-me com um exemplo da tristeza que hoje constitui a nossa forma de estar perante a coisa turística. Em Vila Nova de Gaia, Câmara Municipal, o Governo e até a União Europeia têm investido bastante (e bem) na qualificação das praias e da margem do Douro. Mas vejam. Onde ainda há poucos anos foi construído um grande equipamento designado “Cais de Gaia” – um espécie de “docas” à moda do Norte, para quem não conhece – a vista das explanadas, dos restaurantes e do passeio pedonal tem o resultado que as fotos mostram. Em lugar de vermos a paisagem única que constitui a Ribeira do Porto, as pontes, a Foz do Douro e a luz que dele emana, esbarramos com dois muros: um muro constituído por autocarros, outro muro constituído por barcos. Autocarros e barcos vazios, num sábado à tarde de Primavera. Como vazias estavam as esplanadas. Pudera!
Mas há mais. Somos um país muito pouco competitivo do ponto de vista económico. O nosso turismo é francamente caro, quando comparado com o turismo de destinos concorrentes, como praias do Sul de Espanha ou da Croácia, só que estamos mais londe. Viajando pelas principais cidades europeias, vemos e sentimos nas ruas milhares de turistas que, em Portugal, rareiam. E vemos cidades cheias de diverção e actrativos que cá não existem. Poderia continuar a falar de qualificação e dos crimes urbanísticos cometidos no Algarve, que hoje hipotecam boa parte do potencial de turismo de qualidade, capaz de gerar mais-valia, que não chegamos a explorar. Mas nem sequer vou por aí. Fico-me com um exemplo da tristeza que hoje constitui a nossa forma de estar perante a coisa turística. Em Vila Nova de Gaia, Câmara Municipal, o Governo e até a União Europeia têm investido bastante (e bem) na qualificação das praias e da margem do Douro. Mas vejam. Onde ainda há poucos anos foi construído um grande equipamento designado “Cais de Gaia” – um espécie de “docas” à moda do Norte, para quem não conhece – a vista das explanadas, dos restaurantes e do passeio pedonal tem o resultado que as fotos mostram. Em lugar de vermos a paisagem única que constitui a Ribeira do Porto, as pontes, a Foz do Douro e a luz que dele emana, esbarramos com dois muros: um muro constituído por autocarros, outro muro constituído por barcos. Autocarros e barcos vazios, num sábado à tarde de Primavera. Como vazias estavam as esplanadas. Pudera!
... e do outro lado está a paisagem!
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terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Os novos rurais - Regresso ao Campo
João Carvalho viveu onze anos em Londres. Teve êxito, mas fartou-se do frenesim citadino e dos horários das 9 às 5. Optou por uma existência mais simples. Veio viver com a mulher e o filho recém-nascido para uma casa velha que comprou na Benfeita, em Arganil
Está a reconstruir a casa pelas suas próprias mãos. Só usa ferramentas manuais, e o mínimo de cimento ou de combustíveis fósseis. O casal é vegetariano. Por isso, quando chega a hora de almoço, Claire só tem de descer às hortas abandonadas mais próximas para colher a refeição. Também já fizeram vinho e cinquenta litros de azeite. João desistiu propositadamente de uma vida com torradeiras e aquecimento eléctrico. Podia tê-la sem dificuldade, mas quer “viver com menos”, como diz.
Claire e João são um exemplo de um grupo de novos rurais com crescente implantação nalgumas partes esquecidas de Portugal, como a serra da Lousã ou o barrocal algarvio. Os primeiros destes neo-rurais eram estrangeiros. Vinham de uma Europa Central então ameaçada por Chernobyl.
Por cá, desde os anos quarenta do século passado que as migrações eram em direcção às cidades. Foi este êxodo que transformou Portugal num pais macrocéfalo, com um interior cada vez mais desertificado e a população concentrada no Litoral e na Grande Lisboa.
Mas o mundo rural mudou muito nos últimos trinta anos. Os tractores substituíram o trabalho braçal. Hoje também há supermercados, auto-estradas, subsídios comunitários, Internet.
Iniciou-se outra migração interna, a mudança para o campo dos ex-citadinos, e os geógrafos até já distinguem diferentes grupos de “neo-rurais”: os que partem por motivação ecológica, os que na reforma regressam à terra natal, aqueles que se dedicam ao tele-trabalho, e até os desempregados por causa da crise...
São algumas dessas pessoas que o documentário vai encontrar. “Valorizam o seu próprio tempo e modos de vida mais solidários “ – explica a geógrafa Teresa Alves – “e vão à procura de actividades em equilíbrio com a natureza. Também são pessoas que têm uma cultura de território e que buscam um lugar específico onde possam ser felizes”.
Um documentário de Paulo Silva Costa, com imagem de Rui Lima Matos, edição de João Gama, sonorização de Luís Mateus e produção de João Barrigana
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domingo, 23 de maio de 2010
Governação de Portugal; quem e porquê.
Bom para mim a questão não é muito dificil, eu vivi os duríssimos tempos do fascismo e reconheço-lhe os sinais.
Hoje vivemos tempos muito perigosos, manipulados pela ditadura do dinheiro que quando assume o poder a que assistimos se transforma sempre no instrumento preferido dos políticos
votados a todo o tipo de autoritarismos.
Seja qual for a expressão desse desejo de manipulação e domínio sobre os outros, ela revela sempre o perigo de que devemos afastar-nos. E se adicionarmos esses sinais de malevolência a todos os anteriores, usados pela estratégia reprovável de constante difamação e provocação, de constante asfixia e de constante manipulação da verdadade então será mais fácil percebermos quem queremos apoiar e porquê.
É preciso que não esqueçamos de que os que estão interessados na destruição das liberdades e do estado social , são aqueles que sempre estão por detrás das manobras mais terríveis contra a democracia e a liberdade de todos.
Eu sigo o caminho do meio apoiando aquele que tenho a certeza nem mente nem é desonesto e que é verdadeiramente decente e patriota no sentido de querer proteger tanto os mais pobres como esta nossa democracia. Seguirei pois os meus instintos e as minhas convicções que até hoje nunca me enganaram :)
Seguirei pois pelo caminho do meio e do equilibrio;)) porque 25 de abril sempre e viva a democracia e a república!
Hoje vivemos tempos muito perigosos, manipulados pela ditadura do dinheiro que quando assume o poder a que assistimos se transforma sempre no instrumento preferido dos políticos
votados a todo o tipo de autoritarismos.
Seja qual for a expressão desse desejo de manipulação e domínio sobre os outros, ela revela sempre o perigo de que devemos afastar-nos. E se adicionarmos esses sinais de malevolência a todos os anteriores, usados pela estratégia reprovável de constante difamação e provocação, de constante asfixia e de constante manipulação da verdadade então será mais fácil percebermos quem queremos apoiar e porquê.
É preciso que não esqueçamos de que os que estão interessados na destruição das liberdades e do estado social , são aqueles que sempre estão por detrás das manobras mais terríveis contra a democracia e a liberdade de todos.
Eu sigo o caminho do meio apoiando aquele que tenho a certeza nem mente nem é desonesto e que é verdadeiramente decente e patriota no sentido de querer proteger tanto os mais pobres como esta nossa democracia. Seguirei pois os meus instintos e as minhas convicções que até hoje nunca me enganaram :)
Seguirei pois pelo caminho do meio e do equilibrio;)) porque 25 de abril sempre e viva a democracia e a república!
a arrogância e a má fé de pacheco pereira é de bradar aos céus.mas aquele tipo é deputado??
Muitas vezes me pergunto sobre o que penso do Pacheco pereira.
É que isto do que eu penso sobre algumas pessoas, tem muitas variáveis, dependendo da forma como se portam dentro das profissões que ocupam.
Afinal de contas somos todos obrigados a trabalhar seja no que fôr para ganhar o sustento , sendo que uns são mais sérios do que outros , outros havendo até que só trabalham para o mal dos outros e esses deviam estar todos no desemprego.
Estive a acompanhar os trabalhos da Comissão de inquérito ao tal negócio que nunca existiu e que o PSD inventou para atacar o bom nome e a honra de Sócrates, nosso e deles Primeiro Ministro que eu espero e defendo; se mantenha a bem de todos nós no Governo deste País, porque sózinho mete-os a eles todos num chinelo, posto que gente que ataca com tais tácticas o que merece, é levar com um chinelo nas trombas.
Pacheco pereira que nunca conseguiu disfarçar os fortíssimos ódios e frustrações contra José sócrates - ( continuo a perguntar-me que raio terá acontecido e se não haverá por ali alguma estória de saias que nisto de saias já se sabe há sempre os que não gramam perder ) - á medida que assiste desesperado ás falhas constantes e patéticas do seu partido e das suas manhas vai ficando cada vez mais rotundo e cada vez mais odioso. Rotundo porque cada dia se apresenta mais gordo, odioso porque foi odiosa a forma como tentou aproveitar-se de escutas reconhecidamente ilegais e cujo uso foi proibido pelo seu próprio colega de partido e superior Presidente da mesma Comissão.
O facto de Pacheco pereira se arrogar a comentários sobre a matéria presente nessas escutas, o que lhe estava vedado pelos principios da mesma, insinuando que por ali estariam provas contra o Primeiro ministro, mesmo depois de todos os Superiores Magistrados deste País terem sido claros na negação de tais insinuações , todos dizendo alto e bom som que Sócrates nada tem que ver com tais estórias, é bastante significativo do modo como o Pacheco se tem vindo a rebaixar , rebaixando a política e definitivamente rebaixando os políticos do seu próprio partido.
Pacheco pereira mostrou algo muito claro ao País.
Mostrou que existe gente capaz de tudo , cuja palavra não merece o mais pequeno sinal de respeito e que não merece os cargos que ocupa.
Pacheco pereira merece; -tal como antigamente mereciam os reis , mesmo os que não prestavam para nada,-o direito a possuir um cognome .
Que o defina como pessoa e como deputado que é aquilo que ele diz que é sendo que é por esse cargo que recebe aquilo que os portugueses lhe pagam para ser, mas que eu tenho muitas dúvidas que ele seja.
Pacheco pereira merece o cognome d'O tolo - aquele que diz saber tudo quando afinal não sabe nada. Porque a sabedoria está ligada à capacidade de compreensão do espírito da verdade e não à deturpação desse mesmo espírito, pacheco pereira também está merecedor dos epítetos de manipulador e de pobre.
Porque provou ser pobre como ser humano e manipulador a serviço de interesses inconfessáveis.Desta vez e no que respeita a este comentarista de pacotilha, estou de acordo com o Medina carreira.Ele há gente que nem merece os estudos que obteve nem os cargos que lhes pagam a vidinha.
-Tragam o tal chinelo se faz favor.
sábado, 22 de maio de 2010
intervalo cultural- sobre uma retorta exemplar.
De vez em quando sabe bem escrever sobre arte.
De vez em quando , quando já estamos cansados do trabalho de fim de dia sabe bem espraiar os olhos por cousas que nos dêem prazer. Olhar outros mundos, saborear outros lugares, aprender coisas novas ou simplesmente repousar as ideias contemplando a beleza do que outros criaram.
E se há lugares onde podemos repousar e se há lugares onde a imagem nos toca em poesia, com tanta beleza e imaginação.
Consideremos uma retorta por exemplo.
Um espaço devotado ás alquimias.
Um espaço fechado ás abruptas entradas de incómodas gritarias; um lugar onde em silêncio possam desenrolar-se mistérios , aprendizagens, invenções de outros espaços e substâncias, mundos fervilhando de hipóteses futuras. Um mundo cheio de outras condensações fora dos limites do tempo e do espaço.
Uma Retorta.Um espaço de liberdade.
- As fotografias mostram cores em tons de claro escuro envolvendo a música , ou a palavra , ou um outro olhar apanhado súbitamente noutro lugar, envolvido em ritmo e vida.
O olhar perde-se por ali , nesse espaço e dança e envolve-se com esse ritmo e gosta. As fotografias têm uma linguagem própria.
Inventam momentos poéticos , únicos.
Depois estendendo-se o olhar, reiventa~se o mundo.
Depois , na retorta trabalha-se o círculo : terra-fogo-ar-água-terra, numa pulsação, num bater de coração.
E do negro para a luz nasce a Fotografia.
De Mário Pires. Uma Retorta Exemplar.
I never take an assignment for granted, and try my best to make the best photos that i possibly can, but sometimes, there are hurdles that i find it hard to overcame. This year there were three concerts that really put me to the test.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
A professora de Mirandela
A propósito das professoras belas, eis um (excerto) de um texto do humorista José de Pina que vale bem a partilha:

«Nunca me esquecerei da minha professora de geografia do 1º ano no Liceu Pedro Nunes. Tinha umas belas pernas e, talvez por isso, fazia questão de usar sempre mini-saia. Eu e os meus colegas passávamos o tempo a tirar-lhe as coordenadas: "Olha ali, latitude 30ºS - longitude 65ºE". Era um sinal que ela tinha na coxa esquerda. Sendo o umbigo o equador, havia dias em que a mini-saia nem chegava ao trópico de Câncer. Cartografámo-la toda, o que foi óptimo, sendo ela professora de geografia. Também me lembro de uma professora de inglês a quem se aplicava bem o piropo "por ti até aprendia a falar francês". Foi o ano em que tive melhores notas a francês. A inglês nem por isso; passei as aulas todas distraído, a pensar no French kiss.»

«Nunca me esquecerei da minha professora de geografia do 1º ano no Liceu Pedro Nunes. Tinha umas belas pernas e, talvez por isso, fazia questão de usar sempre mini-saia. Eu e os meus colegas passávamos o tempo a tirar-lhe as coordenadas: "Olha ali, latitude 30ºS - longitude 65ºE". Era um sinal que ela tinha na coxa esquerda. Sendo o umbigo o equador, havia dias em que a mini-saia nem chegava ao trópico de Câncer. Cartografámo-la toda, o que foi óptimo, sendo ela professora de geografia. Também me lembro de uma professora de inglês a quem se aplicava bem o piropo "por ti até aprendia a falar francês". Foi o ano em que tive melhores notas a francês. A inglês nem por isso; passei as aulas todas distraído, a pensar no French kiss.»
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A professora de Mirandela
sábado, 15 de maio de 2010
morreu saldanha sanches. para mim foi um dia triste.
--Nem sabia que ele estava doente.
A última vez que o vira havia sido salvo erro na Sic Mário crespo e não notei nada de invulgar na forma como se apresentou.Como sempre determinado e como sempre frontal, a energia transmitida por Saldanha sanches parecia a mesma de sempre; vibrante , irradiante e cheia de força. Afinal e como sempre, as coisas não estavam exactamente como pareciam.
As coisas quase nunca estão como parecem , nem mesmo quando nos parece impossivel que não estejam. Ontem súbitamente , quando estava a ler as Tuitadas amigas deparei-me com a brutalidade do real. Fiquei incrédula. Ficamos sempre incrédulos perante a morte.
Saldanha sanches morreu. Partiu.Discretamente e sem alarido, levou com ele a chama e a sua força.Vamos sentir-lhe a falta. Homens como ele não os há muitos por aqui. Deixou o seu traço e a sua vida como ponto de encontro para os que admiram a coragem e a nobreza de carácter. Nem todos podem gabar-se disso.
A última vez que o vira havia sido salvo erro na Sic Mário crespo e não notei nada de invulgar na forma como se apresentou.Como sempre determinado e como sempre frontal, a energia transmitida por Saldanha sanches parecia a mesma de sempre; vibrante , irradiante e cheia de força. Afinal e como sempre, as coisas não estavam exactamente como pareciam.
As coisas quase nunca estão como parecem , nem mesmo quando nos parece impossivel que não estejam. Ontem súbitamente , quando estava a ler as Tuitadas amigas deparei-me com a brutalidade do real. Fiquei incrédula. Ficamos sempre incrédulos perante a morte.
Saldanha sanches morreu. Partiu.Discretamente e sem alarido, levou com ele a chama e a sua força.Vamos sentir-lhe a falta. Homens como ele não os há muitos por aqui. Deixou o seu traço e a sua vida como ponto de encontro para os que admiram a coragem e a nobreza de carácter. Nem todos podem gabar-se disso.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Um Primeiro-Ministro mitómano?
Em Maio de 2009, inspirado pelo discurso optimista do Primeiro-Ministro, armei-me em empreendedor. Dizia o Primeiro-Ministro que Portugal estava a resistir melhor à crise do que os outros. O Primeiro-Ministro dizia que era preciso quem arriscasse, quem apostasse na qualificação e na criação de mais-valias e riqueza para o país. O Primeiro-Ministro prometeu apoiar as PME’s e ajudá-las a resistir à crise. E prometeu não subir os impostos. Prometeu-o em Maio de 2009, quando abri a empresa, e prometeu na campanha eleitoral que se seguiu. E prometeu ainda na semana passada, um ano depois, no Parlamento, perante os deputados da Assembleia da República. E prometeu em todo o lado, mesmo depois de ter apresentado em Bruxelas um plano de estabilidade em crescimento.
Ontem de manhã, ouvi o Primeiro-Ministro dizer que Portugal tinha sido o país que mais tinha crescido no primeiro trimestre em 2010. À noite, contudo, rezava o Papa em Fátima e jogava o Atlético de Madrid a final da Taça UEFA, recebi uma mensagem: “Notícia TVI: IVA, IRS e IRC vão subir”.
Eu, que em Maio acreditei no Primeiro-Ministro e que criei, com os parcos capitais próprios que encontrei nos meus bolsos e nos de alguns amigos, uma empresa geradora de emprego e riqueza. Eu que, afinal, não tive acesso às linhas de crédito anunciadas pelo Governo, pois essas destinavam-se apenas a empresas com mais de três anos. Eu que ajudei a baixar os números do desemprego e que contribui para o PIB. Eu que criei uma empresa que não deve um “chavo” ao Estado nem recorri ao crédito, acreditei que Portugal precisava de empreendedores e de mais-valias.
E tinha boas razões para acreditar. No discurso do Primeiro-Ministro havia sinais de confiança. Só para a Indústria Automóvel havia há um ano mil milhões de euros para manter a coisa a funcionar como estava. Para o BPN houve mais de 3 mil milhões para tapar buracos que aldrabões criaram durante anos perante a passividade do Estado. Para as energias renováveis havia incentivos e isenções de impostos. E para todo o país (leia-se, sobretudo, Lisboa) havia até o famoso investimento público, que prometia o céu às empresas nacionais, como alavanca da criação de emprego. Eram TGV’s para todo o lado, auto-estradas ao lado umas das outras e aeroportos onde já os havia. E havia ainda obras sem concurso, para tapar a urgência de arranjar escolas que o mesmo Primeiro-Ministro tinha deixado ao abandono durante quatro anos. “É preciso investir, agora que temos as contas públicas em ordem”, dizia, e acrescentava “fazemos estes investimentos para contrariar a crise PORQUE PODEMOS, pois TEMOS AS CONTAS PÚBLICAS EM ORDEM”.
Tudo se esfumou em poucos dias, afinal. Entre o discurso de há uma semana na Assembleia da República prometendo que não aumentaria impostos e o sms que ontem me chegou durante a missa do Papa e o jogo de futebol, não aconteceu nada de especial. Nem em Portugal nem nas contas públicas nem nos mercados internacionais. Ontem com aquele sms, fiquei a saber que o Primeiro-Ministro, afinal, iria passar a penalizar a mais-valia (IVA) que o meu empreendedorismo tem criado, a riqueza que a minha empresa conseguiu (IRC) e o estímulo ao trabalho e ao emprego a que tanto me incentivou (IRS).
Entre o discurso do Primeiro-Ministro na semana passada na Assembleia da República e o sms anunciando a penalização à criatividade, empreendedorismo e criação de emprego, quase nada terá acontecido de substancial nem nada novo se soube que todo o país não soubesse já. E entre Maio de 2009 e Maio de 2010, nada aconteceu a Portugal que não tenha sido previsto por Manuela Ferreira Leite. E ela disse-o e repetiu-o. Vezes sem conta! Mesmo assim, acreditei na palavra do Primeiro-Ministro!
É por isso um mistério, o que terá acontecido na cabeça do Primeiro-Ministro, entre aquele discurso na Assembleia da República, há oito dias, e a decisão ontem tomada, de subir os impostos. A não ser que acreditemos que o Primeiro-Ministro tenha finalmente percebido que mentia compulsiva e inconscientemente (qual mitómano) ao país, aos empreendedores, aos trabalhadores e até a si próprio e se tenha, subitamente, convertido à realidade, resgatado das suas próprias fantasias.
Só se assim fosse compreenderia Sócrates, enquanto mitómano agora curado e surpreendido com a realidade paralela em que viveu durante anos. Contudo, mais uma vez, algo não bate certo. Se o Primeiro-Ministro tivesse vivido de uma fantasia própria, qual inimputável agora devolvido à consciência, o seu primeiro acto ao perceber o que nos fez e no que nos tornou, não teria sido subir os impostos, mas suicidar-se.
Ontem de manhã, ouvi o Primeiro-Ministro dizer que Portugal tinha sido o país que mais tinha crescido no primeiro trimestre em 2010. À noite, contudo, rezava o Papa em Fátima e jogava o Atlético de Madrid a final da Taça UEFA, recebi uma mensagem: “Notícia TVI: IVA, IRS e IRC vão subir”.
Eu, que em Maio acreditei no Primeiro-Ministro e que criei, com os parcos capitais próprios que encontrei nos meus bolsos e nos de alguns amigos, uma empresa geradora de emprego e riqueza. Eu que, afinal, não tive acesso às linhas de crédito anunciadas pelo Governo, pois essas destinavam-se apenas a empresas com mais de três anos. Eu que ajudei a baixar os números do desemprego e que contribui para o PIB. Eu que criei uma empresa que não deve um “chavo” ao Estado nem recorri ao crédito, acreditei que Portugal precisava de empreendedores e de mais-valias.
E tinha boas razões para acreditar. No discurso do Primeiro-Ministro havia sinais de confiança. Só para a Indústria Automóvel havia há um ano mil milhões de euros para manter a coisa a funcionar como estava. Para o BPN houve mais de 3 mil milhões para tapar buracos que aldrabões criaram durante anos perante a passividade do Estado. Para as energias renováveis havia incentivos e isenções de impostos. E para todo o país (leia-se, sobretudo, Lisboa) havia até o famoso investimento público, que prometia o céu às empresas nacionais, como alavanca da criação de emprego. Eram TGV’s para todo o lado, auto-estradas ao lado umas das outras e aeroportos onde já os havia. E havia ainda obras sem concurso, para tapar a urgência de arranjar escolas que o mesmo Primeiro-Ministro tinha deixado ao abandono durante quatro anos. “É preciso investir, agora que temos as contas públicas em ordem”, dizia, e acrescentava “fazemos estes investimentos para contrariar a crise PORQUE PODEMOS, pois TEMOS AS CONTAS PÚBLICAS EM ORDEM”.
Tudo se esfumou em poucos dias, afinal. Entre o discurso de há uma semana na Assembleia da República prometendo que não aumentaria impostos e o sms que ontem me chegou durante a missa do Papa e o jogo de futebol, não aconteceu nada de especial. Nem em Portugal nem nas contas públicas nem nos mercados internacionais. Ontem com aquele sms, fiquei a saber que o Primeiro-Ministro, afinal, iria passar a penalizar a mais-valia (IVA) que o meu empreendedorismo tem criado, a riqueza que a minha empresa conseguiu (IRC) e o estímulo ao trabalho e ao emprego a que tanto me incentivou (IRS).
Entre o discurso do Primeiro-Ministro na semana passada na Assembleia da República e o sms anunciando a penalização à criatividade, empreendedorismo e criação de emprego, quase nada terá acontecido de substancial nem nada novo se soube que todo o país não soubesse já. E entre Maio de 2009 e Maio de 2010, nada aconteceu a Portugal que não tenha sido previsto por Manuela Ferreira Leite. E ela disse-o e repetiu-o. Vezes sem conta! Mesmo assim, acreditei na palavra do Primeiro-Ministro!
É por isso um mistério, o que terá acontecido na cabeça do Primeiro-Ministro, entre aquele discurso na Assembleia da República, há oito dias, e a decisão ontem tomada, de subir os impostos. A não ser que acreditemos que o Primeiro-Ministro tenha finalmente percebido que mentia compulsiva e inconscientemente (qual mitómano) ao país, aos empreendedores, aos trabalhadores e até a si próprio e se tenha, subitamente, convertido à realidade, resgatado das suas próprias fantasias.
Só se assim fosse compreenderia Sócrates, enquanto mitómano agora curado e surpreendido com a realidade paralela em que viveu durante anos. Contudo, mais uma vez, algo não bate certo. Se o Primeiro-Ministro tivesse vivido de uma fantasia própria, qual inimputável agora devolvido à consciência, o seu primeiro acto ao perceber o que nos fez e no que nos tornou, não teria sido subir os impostos, mas suicidar-se.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Mitos urbanos ou gato escondido com o labo de fola?
É importante começar por dizer que não sou racista, xenófobo, nem nada do género.
Há algum tempo já que fico perplexo com a impunidade dos donos de lojas de chineses que, simplesmente, não emitem facturas.
É daquelas coisas que todas a gente sabe que acontece, mas ninguém diz nada nem aponta o dedo.
Em tempos de crise e de rigor de cobrança de impostos, entendo que é altura de dizer BASTA!
Fiz uma busca por notícias sobre a investigação destes casos pela polícia portuguesa e encontrei duas. Sou péssimo no Google.
Uma de 2007 que nem vale a pena referir, e uma mais recente, de 2009, no i, de 16 de Maio, assinada pela redacção, que, se me permitem, irei citar:
«"A comunidade chinesa é claramente a mais impune." Fica a dúvida se a impunidade corre por dificuldades de investigação, acrescenta um investigador, ou porque realmente não há participação em actividades criminosas. (...)
"Por cá, dedicam-se essencialmente ao auxílio da imigração ilegal." A polícia judiciária confirma que o tráfico de droga em Portugal não tem como cabecilhas cidadãos chineses, ao contrário do que se passa, por exemplo, no Reino Unido e na Holanda.
Mas se houvesse crimes, também não seria fácil descobri-los. Por cá, as investigações assentam muitas vezes em escutas, o que leva a situações verdadeiramente caricatas. Foi o caso de uma pequena rede de prostituição em que, nas escutas telefónicas, os nomes surgiam como "pequena irmã, pequena flor, ou pequena rosa", tudo nomes que não se conseguiu ligar a pessoas. (..)
Mas as dificuldades de escuta não se ficam por aqui: os inúmeros dialectos, os sons que pronunciados de forma diferente são ideias também diferentes, associados à pouca confiança que os polícias têm nos tradutores, tornam estas acções potencialmente ineficazes, inconclusivas e frequentemente impossíveis.
Um inspector policial conta que perguntou pelo passaporte a um cidadão chinês no interior de uma loja. A resposta foi um sorriso. Nova insistência deu origem a duas palavras: "Português, pouco". "Passaporte", repetiu. Mais um sorriso e o agente desistiu. Minutos depois, uma cliente perguntou se havia resguardos para tábuas de passar a ferro. "Resguardos para tábuas, desce as escadas, segunda fila, prateleira da esquerda", retorquiu. O polícia ouviu mas não voltou atrás.(...)
Em alguns casos, foi detectado o branqueamento de capitais, mas a maior parte das investigações revela-se inconclusivas. Para alguns investigadores académicos, o silêncio da comunidade e a inexistência de interacção violenta dos chineses leva ao surgimento de mitos urbanos."»
"Por cá, dedicam-se essencialmente ao auxílio da imigração ilegal." A polícia judiciária confirma que o tráfico de droga em Portugal não tem como cabecilhas cidadãos chineses, ao contrário do que se passa, por exemplo, no Reino Unido e na Holanda.
Mas se houvesse crimes, também não seria fácil descobri-los. Por cá, as investigações assentam muitas vezes em escutas, o que leva a situações verdadeiramente caricatas. Foi o caso de uma pequena rede de prostituição em que, nas escutas telefónicas, os nomes surgiam como "pequena irmã, pequena flor, ou pequena rosa", tudo nomes que não se conseguiu ligar a pessoas. (..)
Mas as dificuldades de escuta não se ficam por aqui: os inúmeros dialectos, os sons que pronunciados de forma diferente são ideias também diferentes, associados à pouca confiança que os polícias têm nos tradutores, tornam estas acções potencialmente ineficazes, inconclusivas e frequentemente impossíveis.
Um inspector policial conta que perguntou pelo passaporte a um cidadão chinês no interior de uma loja. A resposta foi um sorriso. Nova insistência deu origem a duas palavras: "Português, pouco". "Passaporte", repetiu. Mais um sorriso e o agente desistiu. Minutos depois, uma cliente perguntou se havia resguardos para tábuas de passar a ferro. "Resguardos para tábuas, desce as escadas, segunda fila, prateleira da esquerda", retorquiu. O polícia ouviu mas não voltou atrás.(...)
Em alguns casos, foi detectado o branqueamento de capitais, mas a maior parte das investigações revela-se inconclusivas. Para alguns investigadores académicos, o silêncio da comunidade e a inexistência de interacção violenta dos chineses leva ao surgimento de mitos urbanos."»
Perdão? Mitos urbanos?
Em 2009 é este o estado da investigação policial em Portugal? Não fazem escutas porque não confiam nos tradutores? Acreditam que os responsáveis das lojas de chineses não falam português?
Considero absolutamente vergonhoso o que se passa diariamente dos nossos olhos. "Facturar faz o país avançar", mas, pelos vistos, só se aplica aos restaurantes e cafés, e outros empresários que têm os impostos em dia.
Assistimos passivamente à abertura de lojas de chineses nos locais mais caros da cidade de Lisboa e um pouco por todo o país, nos locais mais centrais. É normal!
Achamos porreiro ir comprar umas tretas à loja dos chineses mais baratas e sair de lá sem factura. É normal!
Se alguma coisa que comprámos nos chineses avaria, nem sequer pensamos em ir reclamar por estar na garantia. Foi barato. É normal!
É tudo normal. Não se passa nada. E mesmo que se passasse, ninguém conseguia descobrir. Principalmente a polícia. É que isto, para eles, é chinês.
Ou será um mito urbano?
Não. É mesmo fraude fiscal. E isso já é mais do que suficiente para agir, seja em chinês, seja noutra língua qualquer.
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